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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Resenha do Livro: A Bíblia e seus intérpretes



Resenha do Livro: A Bíblia e seus intérpretes. Lopes. Augustus Nicodemos. – São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2004. Páginas 159-273.


Os Reformadores


A Bíblia na Reforma. Os reformadores colocaram a Bíblia como ponto central, e rejeitaram o conceito de hierarquia da igreja como autoridade máxima. Os reformadores utilizaram se do método de interpretação que busca interpretar as Escrituras pela própria Escritura visando harmonizar as aparentes contradições.


Características da Interpretação dos Reformadores


De acordo com os reformadores o texto possuía um só sentido, o literal; a não ser que o próprio texto indique o contrário. Enfatizavam a natureza divina das Escrituras e sua inspiração. Ao interpretar as Escrituras os reformadores fizeram uso de obras de comentaristas medievais, e dos pais apostólicos, como dos contemporâneos.


Escolásticos e Puritanos


Entendendo a Hermenêutica da Pós Reforma. Com a reforma foi introduzido o conceito do livre exame das Escrituras, e com isso inevitavelmente surgiram controvérsias e disputas teológicas, gerando confissões e tratados teológicos. Com o avanço da Contra-Reforma os intérpretes da pós reforma produziram materiais doutrinários para fortalecer seus membros, como por exemplo o Catecismo Menor de Lutero.


Os Puritanos. Era um movimento que buscava purificar a Igreja, pois consideram que a reforma não havia sido completa. Foram eles que elaboraram uma das maiores confissões de fé, a Confissão de Fé de Westminster.


Características da Interpretação dos Puritanos. Apesar da diversidade entre os próprios puritanos quanto métodos hermenêuticos, no geral seguiam os métodos dos reformadores.


A Interpretação das Escrituras na Modernidade


Impacto do Iluminismo na Interpretação da Bíblia. O Iluminismo se característica pelo sua rejeição a qualquer interferência sobrenatural, negando com isso qualquer possibilidade de existência de milagres nos relatos bíblicos. Negou-se a ressurreição de Jesus, e a veracidade histórica de grande parte da Bíblia. A razão passou a ser a medida da verdade em questões teológicas. O conceito de “mito” passou a tomar o lugar de passagens bíblicas.


Principais Metodologias Críticas. A crítica das Fontes tem como principal objetivo identificar e isolar as supostas fontes, e estudar a teologia dessas fontes. A crítica da Forma se preocupa com a pré-história das fontes escritas, portanto se preocupa com o estágio oral pelo qual o texto passou antes de adquirir forma escrita. A Crítica da Redação centraliza sua atenção nos redatores que combinaram as fontes para formar o texto escrito em sua forma final.


A Chegada da Pós-modernidade na Interpretação Bíblica


Características da Pós-modernidade. Para o pensamento pós-moderno não existe verdade absoluta, toda verdade é relativa. A era da ração falhou, e a era pós-moderna abandou a busca por verdades absolutas e fixas. É impossível ser neutro uma pesquisa, isso foi uma mera ilusão da era moderna. Defendem o inclusivismo.


O Impacto na Interpretação Cristã das Escrituras. Na interpretação pós-moderna adotou-se uma abordagem sincrônica onde a preocupação esta em entender o texto á luz de si próprio e da interação deste com o leitor. Advoga-se também uma pluralidade de interpretações, cada nova leitura de um mesmo texto permite novas interpretações. Vertentes Formadoras dos Intérpretes Pós-modernos.


A Vertente Teológico-Psicológica: Schleiermacher. Schleiermacher adotava o método histórico-crítico e seus resultados. Sua principal obra hermenêutica foi (Hermenêutica geral, 1809-1810). Onde ele acredita que o intérprete pode entender o texto melhor que o próprio autor, e a interpretação de um texto se baseia na compreensão e tem uma dimensão gramatical e outra psicológica, ou seja, o interprete se esforça para entrar na mente do autor. O Cristianismo nas mãos de Schleiermacher tornou-se puramente subjetivo.


A Vertente Exegética: Bultmann. Como liberal rejeitava o conceito de inerrância e inspiração das Escrituras, e adotava especialmente a crítica da forma em suas exegeses. Segundo ele Deus fala somente através de um encontro existencial no texto, e não por verdades históricas. Postula uma cosmovisão onde o mundo é um sistema fechado, onde não pode haver qualquer intervenção sobrenatural. O Jesus que temos nos evangelhos foi feito pelos discípulos, pois os evangelhos vêm vestidos de lendas e mitos sobre Jesus.


A Vertente Teológica: Barth. Saudado como o maior teólogo do século 20, Barth propôs uma nova hermenêutica e uma nova teologia subjugando os efeitos do liberalismo e do método histórico-crítico. Porém seu esforço foi bem sucedido em parte. Fez uma distinção entre a “inspiração verbal” e “inspiração literal”, a primeira seria correta e a segunda deveria ser abandonada, pois trata-se de uma tentativa de dar uma garantia miraculosa para o testemunho das Escrituras.
A Vertente Filosófica: Gadamer e Derrida. Gadamer reage contra o conceito hermenêutico predominante do século 19, onde acreditava-se poder alcançar uma verdade objetiva. Para ele a verdade é sempre relativa e subjetiva. A hermeneutiva deveria deixar de ser metodologia e tornar-se epistemologia ou filosofia do entendimento. Derrida é reconhecido como o pai do desconstrucionismo e do pós-estruturalismo, também dava mais valor ao texto do que à fala.


Os Intérpretes da Bíblia na Pós-modernidade


Estruturalismo Bíblico. Baseado no estruturalismo secular o estruturalismo bíblico. Ele confunde bastante o leitor normal, e mesmo os estudiosos.


A Morte do Estruturalismo. O estruturalismo é acusado de negar a liberdade do individuo e a sua participação no entendimento. Também é acusado de negar a importância da História no processo de formação de idéias.


Crítica da Narrativa, ou Nova Crítica Literária. A crítica da narrativa é essencialmente sincrônica, se preocupa com os aspectos literários da narrativa, focaliza-se na forma como os autores bíblicos narram à história.


Hermenêutica Reader Response. Esta hermenêutica reader response (reação do leitor), enfatiza o envolvimento do leitor na produção e na determinação do sentido de um texto. As diversas variaçõe da reader response, via de regra lêem o texto ideologicamente ou politicamente. Os principais exemplos são a teologia da libertação, teologia feminista, e teologia negra.


Desconstrucionismo. O desconstrucionismo é uma prática de leitura que parte da suspeita e do princípio de que todo texto, se autodestrói, pois ele representa os interesses de dominação de determinados grupos. Propõe a pluralidade da verdade.


Desafios Atuais aos Intérpretes da Bíblia


A Utilização do Método Histórico-Crítico. No Brasil o método histórico-crítico tem se mostrado favorável em alguns seminários e meios acadêmicos, e constantemente nos deparamos em situações em que temos que escolher em aceitar este método ou rejeitá-lo. Vejo que o grande desafio é saber usar as ferramentas proporcionadas pelo método, desvinculando-as de seus pressupostos que muitas vezes são contrários a uma postura teológica conservadora.


Resposta às Hermenêuticas Pós-modernas. Em resposta às hermenêuticas pós-moderna, tem se buscado resgatar a importância do autor para determinar o sentido do texto, juntamente buscar a intenção do autor. Conforme a hermenêutica pós-moderna a distância histórica e cultural é impossível de transpor. Mas porque o homem e o mundo permanecem basicamente os mesmos em qualquer época ou cultura, que podemos transpor o abismo histórico, temporal e cultural.


Diferenças quanto à Hermenêutica Reformada. É evidente que muitas das ênfases da hermenêutica moderna nada tem a ver com a hermenêutica da reforma. As hermenêuticas modernas negam a inspiração da Bíblia e seu caráter proposicional da verdade, e a hermenêutica da reforma aceita. Da mesma forma a hermenêutica moderna apregoa a obscuridade dos textos bíblicos, e a reformada admite a possibilidade de conhecermos o sentido das Escrituras. A hermenêutica moderna apregoa que um texto pode ter múltiplos sentidos, e a reformada acredita que o texto tem um sentido verdadeiro e pleno.


A Lingüística e a Hermenêutica Bíblica: Diálogo e Desafios para o Intérprete do Século 21
A Abordagem Lingüística e suas Técnicas Hoje. O campo da lingüística geralmente é dividido em: Sincrônica (descritiva) ou Diacrônica (histórica), Teórica ou Aplicada, Microlinguística ou Macrolinguistica. O campo sincrônico e Macrolinguística têm prevalecido sobre os demais. Na hermenêutica bíblica alguns pesquisadores têm se utilizado áreas da macrolinguística.


Algumas Áreas de Estudo da Macrolinguística. A pragmática tem como uma de suas características, analisar os fatores pragmáticos que influenciam nossa seleção de sons, construções gramaticais e de vocabulário dentro do recurso da língua. Já a Lingüística Textual tem como um de seus objetivos a análise básica do texto, buscando estudá-lo no seu contexto pragmático (produção, recepção e interpretação) e ativando estratégias para a construção de sentidos. Na análise do Discurso se tem como um de seus objetivos entender que todo discurso é ideológico e para sua análise devem ser considerados os aspectos lingüísticos e socioideológicos.


As Perspectivas da Interpretação Bíblica: O Diálogo com a Lingüística. Tem que se ter cuidado ao dialogar com áreas da macrolinguística, e acabar usando indiscriminadamente terminologias sem conhecer os pressupostos. E também relativizar o conceito de significado extraído do texto. Por outro lado encontramos contribuição para analises bíblicas com o uso da macrolinguística, tais como, destruir a idéia de que alguns autores bíblicos são “inferiores” devido ao não uso da forma culta da língua, pois o que existe para a macrolinguística são variedades diferentes explicáveis.


Observações


Augustus Nicodemos Lopes, se posiciona como teólogo reformado e escreve a partir deste pressuposto. Ao tratar sobre o período dos reformadores ele destaca que este período foi marcado pelos princípios de interpretação de Antioquia. Após ele demonstra a hermenêutica dos Escolásticos e Puritanos, partindo então para a interpretação das Escrituras na modernidade, e em seguida a chegada da pós-modernidade na interpretação bíblica. Segue-se no capítulo 14 uma análise dos principais intérpretes pós-modernos com suas vertentes.


Ele da atenção especificamente aos interpretes da Bíblia na pós-modernidade, e a maneira como alguns intérpretes analisam os textos bíblicos. Augustus reconhece que existem aspectos positivos nas hermenêuticas pós-modernas, mas na grande maioria de suas conclusões nada se aproveita, seguindo a linha reformada do autor. No capítulo 16 que considero muito importante ele trata dos desafios atuais aos intérpretes da Bíblia. Considero importante devido estarmos vivenciando em muitos seminários teologias propagadas na atualidade que se alicerçam sobre as hermenêuticas modernas e pós-modernas, sem ao mesmo analisar e questionar seus pressupostos.


Concluindo sua obra ele insere um apêndice de Robério Basílio, buscando tratar sobre a lingüística e sua relevância para a hermenêutica bíblica. Neste apêndice Robério demonstra o déficit em que as obras de hermenêutica estão ap ignorar a lingüística como meio de análise dos textos bíblicos.


No geral a presente obra de Nicodemos é relevante para os dias atuais, especialmente para aqueles que crêem ser a Bíblia um livro inspirado e divino. Ela vem acrescentar ao meio evangélico na compreensão através da história da interpretação Bíblica.

Resumo do Livro - Trabalho Pastoral: Princípios e Alternativas



Autor: Alberto Barrientos


Índice


Primeira Parte - Pricípios do Trabalho Pastoral


1. Pressuposições Teológicas do Trabalho Pastoral
2. Os Objetivos do Pastorado
3. Alvos Finais do Pastorado
4. Os Campos de Trabalho Próprios do Pastor


Segunda Parte – Áreas de Administração Pastoral


5.Vida e Lar do Pastor: Sua Administração
6.Formação dos Cristãos
7. A Evangelização: Generalidades
8. A Evangelização: Como Proclamação
9. A Evangelização e Discipulado
10. A Evangelização e o Envio de Missionários
11. A Evangelização e Formação de Novas Igrejas
12. Ministração da Palavra
13. Os Relacionamentos na Igreja
14. Assistência e Mudança Social
15. O Culto
16. Ordem e Disciplina
17. O Aconselhamento
18. Organização

Primeira Parte


Princípios do Trabalho Pastoral.


Sabemos que o pastor se considera uma pessoa de ação e movimento, porém, este trabalho exige muita observação e incentivo pessoal para com os fiéis, tendo então o pastor uma intimidade com o Espírito Santo. Podemos ver em Jesus e em Paulo exemplos de intensos trabalhos com idéias claras e definidas.
Para obter um belo desempenho o necessário seria usar os conceitos em forma de plataforma teórica do pastorado.


Capítulo 1
Pressuposições Teológicas do Trabalho Pastoral. Enunciados
O fundamento do trabalho pastoral é a palavra de Deus.


1. Deus Está Presente e Ativo no Mundo
Deus criou o homem e a mulher, mas o pecado separou-os de Deus, mas apesar disto Deus com toda certeza continua presente no mundo e nem se desinteressou por sua obra. Sua maior obra que foi através de Seu filho Jesus foi e redenção de nossos pecados, porém por pouco tempo, mas Deus não nos deixou sozinhos nos mandou o Consolador Espírito Santo. Deus se preocupa com todas as pessoas, e o trabalho pastoral está fundamentado nisto. A motivação para tal ministério deve vir de deus, tendo então a pessoa o mesmo sentir de Deus.


2. Há um Povo Especial no Mundo
Os cristãos em suas posições são um povo muito importante para Deus, tanto que fomos chamados de “embaixadores”, e Deus está presente no mundo atuando através deste povo. O trabalho pastoral reconhece a realidade deste povo que se vincula a realidade de Deus, por isto se fundamenta neste princípio.


3. O Povo de Deus Necessita Direção
Deus com sua infinita sabedoria constituiu os ministérios dentro da igreja para que seu povo tivesse correta direção, para que então estejam preparados para servir o Reino de Jesus.


Capitulo 2


Os Objetivos do Pastorado


O trabalho Pastoral deve ter uma direção precisa, não podendo então ter uma visão unificada da obra de Deus, assim poderá desenvolver um trabalho que satisfaça a Igreja e principalmente a Deus.
Primeiro Objetivo: Dar À Igreja um Lugar em sua Comunidade.
A igreja pode estar localizada em qualquer lugar, desde que a vida cotidiana de seus fiéis seja “luz”, ela terá um bom lugar na sociedade.
Segundo Objetivo: Reconciliar e Unir as Pessoas Com Deus.
Este trabalho, porém, se projeta na obra do evangelismo, e o trabalho do pastor é formar íntegros evangelistas.
Terceiro Objetivo: Forma e Aperfeiçoar os Cristão.
Este objetivo este ligado à ação do pastor não se preocupar em levar somente as pessoas a conhecer Jesus, mas em dar assistência à vida toda para que não se tornem crentes mornos, quer dizer que este trabalho deve ser tão intensivo, para que no dia final os cristãos estejam perfeitos.
Quarto Objetivo: Criar e Amadurecer relacionamentos.
O trabalho do pastor é ensinar os cristãos a se relacionar com Deus, uns com os outros, sujeitando-se aos ministérios da igreja, e se relacionar com as pessoas de fora da igreja também, sempre mantendo a ordem e a disciplina, contando com a ação do Espírito Santo.
Quinto Objetivo: Organizar e Mobilizar Capacidades.
Neste o objetivo do pastor, guiado pelo Espírito Santo é separar cada membro para cada função aperfeiçoando para que eles façam a obra de Deus.


Capítulo 3


Alvos Finais do Pastorado


Os pastores têm que se preocupar com a eternidade do cristão, entendendo claramente qual o plano de Deus para seu povo no futuro, o povo sem visão perece. Tendo como objetivos alguns alvos finais:
1. Apresentar Perfeitos os Crentes
2. Preparar os Cristãos para Servir no Reino Terreno de Jesus
3. Apresentar uma Igreja Unida
A visão é necessária para o ministério Pastoral.


Capitulo 4


Os Campos de Trabalho Próprios do Pastor
1. Pessoas
O trabalho pastoral se refere a seres humanos, será preciso primeiramente conhecer cada pessoa, apresentar o plano de Deus e guia-la em Seus caminhos, porém o pastor não enxerga somente a alma que precisa ser salva, mas as pessoas com seus atos em si. O trabalho com as pessoas é construir vida para eternidade, porém, é fundamental que o pastor conheça as pessoas ou aprenda a conhece-las.


2. A Igreja Local


A igreja é um grupo humano, tem que ter a evangelização e adoração, recolher e administrar fundos e desenvolver sua própria liderança. O pastor deve pensar que tem que ser um criador de relacionamentos, com alvos claros e com organização, o Espírito Santo guia os lideres para ordem da igreja e a administração sob a direção do Espírito é necessária porque agrada a Deus.


3.Denominação


O ministério pastoral desempenha um papel muito importante neste objetivo, pois não pode fazer da denominação um circulo único, tem que ser levado em conta que ela faz parte de uma denominação, tendo sempre em mente que a igreja do Senhor é muito mais que a igreja local. O pastor e a igreja devem criar um tipo de vinculo mais próximo com a sua própria denominação.


4. As Outras Denominações


O pastor tem que trabalhar em cima do fato que a igreja é “una” independente das divisões e denominações, porém tem elementos que tem que evitar e outros que deve buscar. Portanto seria bom que todo pastor fizesse parte de conselho de pastores e trabalho evangelísticos. Os pastores têm que seguir um padrão geral a edificação do Corpo de Cristo mesmo trabalhando separadamente.


5. A Comunidade Civil


A igreja precisa sentir-se parte desta comunidade e contribuir com ela de alguma forma, e o pastor considerar a comunidade.
Segunda Parte
Áreas de Administração Pastoral
O trabalho pastoral é muito mais que um bom pregador e visitador de irmãos, requer uma preocupação com todas as tarefas, é um trabalho de organização com o propósito de alcançar os objetivos propostos através de uma ação de toda igreja unida.


Capítulo 5


1. Viver Jesus
O pastor primeiramente tem que viver Jesus, então sua pregação se tornará um exemplo vivo de sua vida para com a igreja, requer-se então uma intimidade maior com o Espírito Santo e sincera conversão a Deus, o pastor não só ensina nos sermões mais através do que vive e do que fala.


2. Seu Treinamento


A necessidade do estudo para o ministério pastoral é muito grande, porém ele pode melhorar sua formação com o estudo pessoal diário, a visão, no entanto é para que o pastor sempre esteja procurando se aprimorar no seu ministério de alguma forma. Os pastores em geral na medida do possível deveriam ter um estudo secundário, também estar sempre informado com as notícias culturais. A distribuição do tempo do pastor é muito importante tanto para o que se dedica parcialmente como o de tempo integral. Em geral, parte da tarefa do pastor é saber analisar e solucionar problemas, isso permite que a igreja cresça com ordem, o necessário é que o pastor conheça as características, necessidades e oportunidades de sua região para vir se aperfeiçoar nesta área.


3. Seus Relacionamentos


Seus círculos de relacionamentos geralmente são os irmãos da igreja que vão até um certo limite, isso porque tem medo de ser criticado por ter preferência por algumas pessoas. Assim como na bíblia fala que Jesus e Paulo tinham alguns relacionamentos mais íntimos de amizade, o pastor também deve ter alguém que possa o conhecer e que ele conheça melhor, porém o pastor igualmente aos fieis necessita ajudar e ser ajudado, é necessário que o pastor melhore e amplie seus relacionamentos com a igreja.
Deve-se também cultivar os relacionamentos com o outros pastores, se eles viverem entre si com atitudes negativa não vão prejudicar a si mesmo como vai refletir na igreja toda. Todo pastor deve conhecer as pessoas importante de sua comunidade e se possível colaborar com elas. Seu trabalho será mais amplo á medida que se relacionar mais amplamente.

4. Sua Família

O pastor não necessariamente precisa ser casado, sabendo ter cuidado com seus relacionamentos para que não venha cair nos laços do diabo. A família do pastor pode servir de alicerce ou de perturbação, é muito importante saber administrar a atenção com o lar e com o Senhor. O pastor tem que entender que para Deus não há homem ou mulher, portanto o homem deve dar o devido respeito a mulher, para que então no seu lar possa ter um relacionamento de paz e harmonia, e a mulher responderá com amor e submissão. O sexo, porém, deve existir dentro do lar do pastor junto com sua esposa, e de consciência limpa de igual para igual, criando um laço de amor e diálogo.
A esposa do pastor pode ajuda-lo em todas as funções da igreja, sabendo ambos qual é o ministério que Deus determinou para tal mulher, e que a mulher não acabe abandonando seu lar devido ao trabalho ministerial, porém deve ser comunicado á igreja qual o cargo em a esposa ou o pastor ocupará.
Ë muito importante ressaltar que o pastor deve ter um momento de privacidade com sua família dentro de sua casa, mas, nem sempre isto é conseguido, geralmente quando a casa pastoral fica do lado ou nos fundos da igreja se torna o ponto de encontro, então não se descarta ser melhor que o pastor venha morar um pouco mais distante. Seus filhos são como de todos os outros fiéis, e não como algumas pessoas pensam que filho de pastor tem que ser santo, no entanto o pastor deve educa-lo com a direção do Espírito Santo e guia-lo para o caminho de Deus, sabendo que mesmo assim só o fato dele ser filho de um pastor irá ser muito mais cobrado e criticado. Referente as finanças do pastor, não é necessário que o pastor viva somente da obra, ele pode, porém trabalhar secularmente sem receios, pois o pastor é uma pessoa como as outras e pode ter uma vida secular bem sucedida.

Capítulo 6

Formação dos Cristãos

Esta, porém, é o que diferencia uma igreja unida com uma igreja cheia de problemas, a bíblia nos ensina que Jesus determinou que fazer discípulos era necessário, e ensina-los todas as coisas, o discípulo aprende de seu mestre e espera ser igual a ele, se propondo a tal. O pastor não deve fazer tudo na igreja, ele tem que formar e capacitar cada um com sua função, assim como no corpo humano cada órgão tem sua função dirigida pela cabeça, que neste caso é Jesus, ele deve formar os cristãos para que se um dia vier faltar ele possa ter um bom sucessor.

1. Pressuposições que Precisam ser Corrigidas.

1.1- A converção como meta final.
Para uma pessoa chegar até Jesus precisa de muita oração, portanto não é somente entregar sua vida a Ele e pronto já acabou, o resto da vida dessa pessoa importa muito, ela está começando a viver dignamente nos caminhos do Senhor, então vamos ressaltar que a formação desta vida é tão importante como a converção.

1.2- Não deve haver diferenciação na igreja.
O pastor não deve favorecer alguma pessoa dentre as outras, mas a diferenciação tem que haver para que cada um cresça conforme sua raiz, tendo como exemplo a área de ensino, cada membro deve ter sua classe na escola bíblica para ter sua correta formação.

2. O Sermão Como Varinha Mágica

Não devemos ter o sermão como alicerce dentro da igreja, porque não haverá formação, o sermão não ensina muito, também não dá para saber quem é que houve, guarda e pratica-o, por isso não se deve usa-lo como meio de comunicação, e ainda a igreja que só tem este ato como prática acaba formando crente que só ouve a palavra com o pensamento de que não tem nada a fazer na casa de Deus.

3. Programa Básico de Formação Cristã

A igreja pode trabalhar com um esquema básico de quatro níveis.

4. Programa de Evangelização
Pode-se estabelecer curso de evangelização não muito extenso para que cada vez que chegar uma pessoa não crente seja formado neste, guiados pelas pessoas que cresceram no curso.

5. Programa de formação inicial

Deve iniciar-se assim que a pessoa se entregar a Jesus, seria viável que a mesma pessoa que a conquistou para Cristo a guiasse neste curso, para isso o pastor e o novo crente deve ter um modelo do processo de formação, isso ajuda e orienta a nova vida em Jesus. Este modelo porém é o próprio Jesus, devemos ensinar que temos que crescer ficar da estatura de Jesus, este é o alvo de todo cristão, diferente de somente ganhar aquela vida e ensinar que é somente isto e pronto.

6. Curso Bíblico

Um curso curto e prático sobre a Bíblia, principalmente abrangendo o Novo Testamento, praticado por aqueles que já foram discipulados e estão discipulando alguém. As pessoas que estiverem neste curso, portando deve ter muita atenção e procurar comprar alguns livros a respeito da matéria para que, portanto no futuro possa vir ser um professor. Assim a igreja forma seus próprios ensinadores.

7. Cursinhos

O objetivo deste aspecto é de formar equipes para trabalhar conforme a necessidade da igreja, usando um conjunto de cursos. Deve-se fazer este, as pessoas que já tenham concluído os cursos supra citados.

Capítulo 7

A Evangelização: Generalidades

O objetivo do ministério pastoral fica estabelecido que é o de unir as pessoas com Deus. E nós vamos tratar disso neste capítulo.

1. O Lugar da Evangelização na Igreja

Esta é a responsabilidade é da igreja, e deve ser levado muito a sério, e o esforço pastoral tem de ser específico à evangelização. Sendo tarefa de toda a igreja, o Espírito Santo derrama sobre seu povo a autoridade do evangelismo e a bíblia também nos orienta a cerca disto. O problema é que não é toda a igreja que se mobiliza a fazer este trabalho, porém, o fruto é mais reduzido. Temos que nos atentar ao modelo bíblico “O trabalho de evangelização deve partir da igreja local através de uma ação pastoral adequada”.

2. Modelo Bíblico

É importante que o pastor motive sua igreja para uma evangelização total, permanente e profunda. O ideal é que tenha uma programação que treine e motive os irmãos para este propósito, tendo com base Jesus dentro desta programação. Para ter cristãos maduros os pastores devem começar corretamente o fundamento, ensinado que Jesus salva, cura e liberta mas não enfatizando nenhuma das três características para que a pessoa não venha à Ele somente por isso. É preciso que a pessoa saiba que somente será salvo pela fé e não só ir até Ele, mas tomar seu jugo.

3. Bases Gerais Para Uma Boa Evangelização

Para obter uma boa evangelização será necessário alguns quesitos:

3.1 É necessário conhecer a mensagem: Para os irmãos levarem o evangelho propriamente dito as pessoas, e não somente o testemunho de vida e converção. Por isso o pastor deve ensinar toda a igreja o conteúdo fundamental do evangelho, e que essa mensagem seja compreendida pelos irmãos.

3.2 É necessário viver em Jesus: As pessoas crêem mais no que vêem na vida dos cristãos, do que no que eles dizem.


3.3 É Necessário Traçar um Plano: Deve ser traçado um plano ou estratégia evangelizadora de acordo com cada igreja, este plano, porém, deve satisfazer os povos que a igreja quer ou tem de alcançar. Não importa que a igreja de todo o mundo tenha planos diferentes de se trabalhar o importante é ser guiada pelo Espírito Santo para alcançar vidas.

4. Objetivos de Um Programam de Evangelização

O processo de evangelização é muito mais que pregar a palavra nos cultos, a partir de uma igreja local ela deve reunir os quatro elementos básicos que é: enviar missionários, fazer discípulos, proclamar o evangelho e formar igrejas novas.

Capítulo 8

A Evangelização Como Proclamação

1. A Mensagem.

Na igreja a mensagem é definida e simples, o ser humano é separado de Deus por causa do pecado, pecado este que às vezes o leva até a separação da sociedade, porém, a mensagem tem de passar que Deus nunca nos desamparou e que ele esta esperando a nossa decisão para termos nova vida. Também tem que passar que esta vida com Deus inclui: o perdão de deus e o esquecimento de toda vida passada, amar e ser amado pelo povo de Deus e fazer parte dele e segurança de vida eterna. Deve ter uma visão do que significa a converção a Deus, isso ajudará o pastor e quem se converte ou vai se converter a levar uma vida de fé com Deus.

2. Condições Para Proclamação do Evangelho

A proclamação deve ser em uma via pública onde as pessoas ainda não conhecem a Jesus, e para obter conversões sólidas é preciso declarar o amor de Deus para com o ser Humano e o que Deus oferece e exige em seu amor ao pecador. O pastor, porém, deve estar ciente das dificuldades de proclamar o evangelho e das barreiras que poderá enfrentar, então deve ser feita não somente com muita oração, mas também com o coração.

3. A Proclamação Através de reuniões ao Ar Livre

É muito diferente dos cultos feitos nas igrejas, porém deve ser levado em conta que não pode ser uma palavra longa, mas objetiva, deve ter uma música bem alegre, os irmãos que acompanharem o pregador deve estar ciente que estão indo para trabalhar, pode-se oferecer oração às pessoas presentes pelas suas dificuldades, e se acontecer algum imprevisto de ter que parar o culto os irmãos se espalhem para se encontrarem em um lugar combinado.

4. A Proclamação Através do Rádio

Primeiramente deve ser definido qual tipo de pessoa vai ser abrangida, os crentes ou os que não conhecem a palavra, se for o item dois, então o programa deverá ser breve, ter uma contato com o ouvinte seno que depois o pastor deverá visitá-lo, as músicas devem ser mais conhecidas e não tão religiosas, não criticar outras igrejas e se a região tiver dois idiomas, o pastor deve se orientar para ver qual dos dois é mais conhecido entre o povo.

5. A Proclamação Pelas casas

Este trabalho pode ser realizado em toda a comunidade próxima a igreja, portanto deve-se ter um plano ou mapa da região, se tiver mais igrejas na redondeza pode-se aderir um agrupamento entre os irmãos. O folheto ou o texto bíblico sempre é mandatório, mas esmo assim é necessário a palavra, o testemunho é de extrema importância para a família visitada tenha exemplo vivo do que deus pode fazer com ela, se houver interesse deve-se combinar uma data para outra visita.

6. A Proclamação Através de Campanhas

È uma das formas de proclamação somente, nas campanhas deve ter espaço para que o poder de Deus cure e liberte, se feita em publico deve-se depois ter um acompanhamento entre os presentes por que as vezes a pessoa professa sua fé mas não sabe ao certo o que isso significa, é preciso saber que o importante nessa área é a ação de deus através da oração de seu povo e a atuação do Espírito Santo no ensino da palavra.

7. A Proclamação Através de Células

Uma maneira muito dinâmica para o desenvolvimento da proclamação do evangelho por meio de empresas, escolas, escritórios etc. Portanto quando há um ou mais crentes nesses estabelecimentos é necessário começar juntos o trabalho de evangelismo, deixando de lado qualquer tipo de diferença, recomendando a igreja mais próxima da casa da pessoa interessada. Deve-se ter um encontro semanal entre os crentes para preparar juntos a próxima reunião, comunicar a diretoria da empresa é um fator muito importante, a reação sendo negativa devem, porém fazer de uma forma secreta.

8. Proclamação em Lares

Como Paulo nos recomenda que sejamos bondosos para com todos (Fp. 4:5), é de extrema importância que tenhamos um bom relacionamento para com nossos visinhos, e não passarmos por estranhos. Os vizinhos nos proporciona um bom campo de evangelização, pode ser distribuído literatura entre a vizinhança, ter uma atividade em ruas, condomínios, tais como filmes evangelísticos ou estudo da palavra. Para que isso aconteça é importante que a pessoa responsável pelo trabalho seja muito bem treinada ao assunto.

Capítulo 9

Evangelização e Discipulado

Este trabalho é muito importante dentro das igrejas, mesmo porque é um mandado de Jesus: “Ide e fazei discípulos”, os pastores, porém não podem ficar restritos em somente pregar o evangelho, mas sim formar discípulos para que haja um avanço da igreja.

1. Benefícios e Condições

Praticando um tipo de discipulado as igrejas tem encontrado muitas vantagens, porém, o pastor só deve desenvolver este trabalho se quiser ter uma equipe de liderança e não teme-la.

2. Discipulado: Vida e Método

Primeiramente deve-se saber diferenciar o ser discípulo do fazer discípulos, o ser discípulo é um viver a fé, e fazer discípulos tem uma metodologia variada.

3. Modelo de Um Discípulo de Cristo

Há seis áreas básicas em que podemos formar um discípulo:
Aprende e transmite a fé e a doutrina (2Tm 6.20,02. 2,02, 2Tm 1.13-14, Jô 8.31).
Aprende a amar e servir a Deus (Jô 12.25-26, 2Co 5.14).
Aprende a amar e servir no Corpo de Cristo (Jô 13.34, 1Pe 1.22, 1Jo 8.20-21).
Aprende a amar e servir todas as pessoas (Rm 13.17-21, Gl 6.10, Fl 4.5, Tm 3.8).
Aprende a valorizar a sua própria vida (Lc 14.16-17, Rm 12.3-6, Jô 10.10).
Aprende a viver dentro das estruturas do mundo (Mt 5.13-16, Lc 16.8).

4. Como Fazer Discípulos

Começa pela vida do pastor, que tem quer ser um exemplo de discípulo de Jesus, que precisa de muita ajuda do Senhor. O alvo é igreja, para isso deve-se planejar um discipulado de anos talvez,para uma base sólida e permanente na igreja o processo inicial é de um curso de oito a doze meses. A igreja deve ser informada e motivada com estudos sobre a missão que Deus lhe tem dado, esta forma ajuda muito, os grupos não podem ser numerosos, o ideal é ter grupos de até doze pessoas, esses grupos devem ser misturados entre homens, mulheres e jovens com maturidade, que para o discipulado a maturidade é muito importante, deve-se reunir uma vez por semana com uma freqüente presença. O estudo da bíblia ou de um tema pode-se levar ao diálogo dentro do grupo, e este é muito importante entre os demais, o pastor deve acompanhar mais estes irmãos levando-os a retiros de oração ou em alguma campanha, se vai orar ou ungir um enfermo deve estar acompanhado de algum dos irmãos.

Capítulo 10

Evangelização e Envio de Missionários

O trabalho pastoral a tal assunto será guiar a igreja a uma visão missionária, e em todas as igrejas deve-se haver irmãos dispostos a viajar para levar a palavra do Senhor, para isso é necessário um bom discipulado.

1. Objetivos Missionários

O envio de missionários deve abranger áreas especificas, compreender com clareza cada área, afim de fazer um trabalho bom e correto. O campo missionário abrange tais áreas:
-Áreas geográficas
-Grupos Étnicos
-Grupo de Ocupação Especifica
-Outros grupos, (os presidiários, os que vivem em sanatórios, e os refugiados).

2. Recrutamento Missionário

Para começar um programa missionário, é bom ter um curso de formação e um curso bíblico abrangendo a tarefa missionária, dada pelo próprio pastor ou por algum seminarista mais experiente nesta área, incluindo: onde se quer trabalhar, característica do local, qual a posição das pessoas a palavra de Deus, ter um conhecimento das pessoas influentes do povoado, traçar um plano inicial, que meios usaram para começar uma campanha, qual a literatura usada, qual meio de locomoção, de onde virá o dinheiro para o sustento, quais os objetivos, e o que vão fazer com os resultados. Uma estratégia para conseguir algum resultado é a seguinte: jejum e oração, visitação e campanhas, avaliação dos resultados e se os foram conseguidos, continuação do trabalho com base nos pontos, reavaliação deste, estabelecimento de uma nova igreja, abertura de novos campos, oferecer seminário de missões e estabelecer novos trabalhos, Com essa estratégia a igreja pode obter um resultado missionário muito bom, assim continua-lo com os novos convertidos.

Capítulo 11

Evangelização e Formação de Novas Igrejas

As igrejas devem ser como as pessoas que nascem crescem e reproduzem, todas as igrejas deveriam ter ciência de formar outra igreja, mas igreja não significa somente reunir pessoas e pregar o evangelho é muito mais que isso. Aqui tem um plano básico de formação de igreja:

1. O Alvo

A primeira idéia que todo pastor que quer formar uma igreja deve ter é de uma igreja com atitudes maduras. Os elementos básicos da igreja madura são os seguintes:
1.1 Um grupo de pessoas que ouvem o evangelho e se converta e Cristo.
1.2 Um conjunto de crenças aceita por todos.
1.3Relacionamentos que se caracteriza da seguinte forma: (1) Relacionamentos internos, (2) relacionamento com a igreja mãe, (3) relacionamento com a denominação e (4) relacionamento com o restante do corpo de Cristo, (5) relacionamento com a comunidade.
1.4 Governo e liderança própria.
1.5 Estrutura administrativa.
1.6 Programa de trabalho
1.7 Lugar para reunir-se.
1.8 Sustento econômico
1.9 Capacidade de reprodução.

2. Passos a Seguir

Para se alcançar o alvo é necessário que a igreja defina seus passos com a proclamação, resultados da proclamação e desenvolvimento da liderança e organização.

Capítulo 12

Ministração da Palavra

É uma das partes mais importantes no ministério pastoral, por isso é bom que seja muito bem desenvolvido, para que a igreja ande na presença e na vontade de Deus.

1. Exame de Certas Práticas.

É muito comum hoje nas igreja caracterizar um bom pastor por sua forma de pregar, ou seja, um bom pregador seria um bom pastor, mas não podemos generalizar a igreja somente com pregação, para ser um bom pastor é necessário ter uma boa noção de administração e boa pregação, outro aspecto é de multiplicar a forma de se pregar a palavra não ficar somente restrito em fazer o sermão no púlpito, mas usar várias técnicas e maneira que venha a envolver o povo da igreja. O principal propósito da pregação é fazer com que tanto o pregador como o fiel seja atingido com a palavra e aplique isto em sua vida.

2. Possibilidades de Ministração da palavra.

É importante ressaltar que a bíblia deve ser lida de tal maneira que provoque na pessoa uma reflexão e vivencia, e isso é possível. Bom seria se envolvesse a igreja toda com a leitura da palavra, pois, uma leitura feita dessa forma sempre é proveitosa, depois disso pode-se dar um espaço para que cada um fale um pouco do que entendeu, essa prática é muito preciosa, por que cada membro pode aplicar na sua vivencia atual e tentar melhorar, as igrejas devem aplicar tal método para saber o valor da reflexão. Pode-se também usar outros métodos de pregação, como fazendo perguntas e obtendo respostas ou usar o quadro negro para uma explicação melhor, todos esses métodos são para obter uma variação da ministração da palavra para que não fique restrita somente a um monólogo de pregar em púlpito.

3. Profecias e Visões.

Este tema está relacionado com a palavra de Deus, mas temos quer ver alguns conceitos: tais dons podem vir de Deus, mas também pode ver do homem ou de satanás, então deve ser muito bem analisado quando alguém ministra uma profecia, por isso é necessário pedir discernimento para Deus e isso é responsabilidade da liderança da igreja.

4. Programa de Pregação.

Existem dois aspectos de pregação, os de temas que surgem com os problemas diários, e os que são inspirados da própria bíblia, porém, o mais correto é o segundo e para este deve ser muito bem estudada a palavra de Deus e ler livros do tema, já o primeiro não é muito recomendado, pois o pastor acaba crendo que os problemas que surgem podem ser resolvidos no púlpito.

5. Reflexão e Apelo

A palavra deve ser pregada de maneira que envolva o ouvinte, a ponto do pastor ser guiado pelo Espírito Santo para fazer o apelo e então as pessoas sejam atingidas pelo poder da palavra e acabar se entregando a Cristo.

6. Pregação e meio Ambiente

O mais comum tipo de pregação utilizada pelos pastores é a de organizar esboços com alguns tópicos, mas nem sempre esse é o melhor método, o mais viável é o que flui e vai para frente como um rio, um pensamento leva a outro, um bom pregador não é caracterizado pela proporção ou pela organização de esboço e sim pela comunicação da Palavra de Deus, e a forma pode-se variar de ajuste com cada circunstância.

7. Pregação do Pastor

O pastor não deve se preocupar somente com a pregação do próximo domingo e sim com os próximos anos de seu ministério, então deve ter em mente que a leitura bíblica devocional todos os dias não é suficiente para o estudo dos sermões, o ideal é separar um tempo de no mínimo duas horas diárias para o aprofundamento da palavra, estudando cada livro com suas bênçãos, origens, personagens etc.

Capítulo 13

Relacionamentos na Igreja

A igreja é um corpo com membros diferente que obedecem uma mesma cabeça “Jesus”, para crescer e desenvolver é viável que haja harmonia e trato amoroso internamente entre si.

1. Igreja Primitiva

Toda converção a Jesus implica em uma mudança nos relacionamentos uma transformação na maneira com interagem as pessoas. Vemos muitos exemplos na bíblia de união e falta de amor. Amor: no caso dos três mil convertidos (At. 2:43-47). Desunião: Vemos a igreja de Corinto de desfazendo pela falta de amor.
Isto nos mostra que a união nas igrejas é muito importante, hoje em dia é muito evidente vermos as igrejas começarem, mas não ir em frente por falta de relacionamentos verdadeiros dentro delas.

2. Principais Áreas de Relacionamentos

As principais áreas são:
-Relacionamentos entre o pastor e os irmãos
-Relacionamentos entre irmãos e irmãos
-Relacionamentos entre pastor e lideres
-Relacionamentos entre anciãos e lideres
-Relacionamentos entre os próprios líderes
-Relacionamentos entre jovens e adulto
-Relacionamento entre as igrejas
-Relacionamentos entre igreja e denominação
-Relacionamentos entre igreja e comunidade civil

3. Causas de Problemas nos Relacionamentos

Primeiramente o pastor deve estudar a raiz do problema e quem está envolvido nele, depois o pastor de estudar formas de resolver cada tipo de problema, a principais causas desses problemas são:
-Problemas de Autoridade
-Problemas de Administração
-Assuntos Doutrinários Secundários
-Pessoas Problemas
-Situações de Mudanças

4. Rumo à Maturidade nos Relacionamentos

Começa a partir da converção, a pessoa além de se relacionar com Deus ela também faz parte do corpo de Cristo, pó isso, deve se relacionar muito bem com toda a igreja, isso quando a converção for genuína para isso a igreja deve oferecer ao novo convertido um curso básico para que a pessoa tenha tempo de conhecer a sua fé e ter um relacionamento com os irmãos. Após isso, é hora de consertar as brechas, detectado o problema é necessário fazer as correções que exija o caso e por as coisas no lugar devido, porém, o ensino não deve ser voltado para o problema em si e nem para qualquer tipo de problema ele deve ensinar as pessoas e oferecer horizontes mais amplos, agora quando o casa é com uma pessoa específica deve ser tratado diretamente com essa pessoa, para que não venha prejudicar o corpo todo de Cristo. Também pode acontecer do pastor descobrir que o causador de problemas é ele próprio, neste caso o importante é reconhecer a possibilidade que temos em Jesus de descobrir problemas internos, supera-los e ainda libertar-nos deles através do poder do Espírito Santo e da ajuda de outras pessoas. Para finalizar existe variadas formas de relacionamentos como os de organizar grupos de discipulados, os cultos variados não sendo necessariamente formal, a Santa Ceia nos lares, passeios, retiros, tardes de lazer, pode-se fazer uma comunhão de tempo em tempo, visitas a outras igrejas e muitas outras formas de relacionamentos dentro e fora da igreja.

Capítulo 14

Assistência e Mudança Social

1. O Aspecto Material Também Importa

Quando se enfatiza “salvar almas” sincretiza-se um descuido com a parte material, por essa razão, a tarefa do pastor é mostrar ao povo que o corpo tem necessidades espirituais e materiais.

2. As Coisas em Sua Ordem

A ordem é evidente deve ser cumprida da seguinte forma:
1º A Igreja e suas necessidades.
2º Assistência social deve andar junto com evangelismo.
3º Dentro da assistência deve-se ensinar as pessoas a se cuidar sozinhas, para que não fiquem sempre dependendo Da igreja.
4º Examinar condições impostas para ver se é a vontade de Deus
5º As igrejas podem criar seus próprios meios de solução de problemas.

3. Necessidades da Casa

Todas as igrejas têm problemas de ordem material, o ideal é o pastor estudar cada região seu problema e formar um programa de assistência, para isso o ideal é formular um quadro de necessidades, um plano ordenado que permita ir dando passos ainda que sejam lentos, mas firmes, pode ir criando na igreja experiência, espírito de fé e de compromisso permanente.

4. Os Dons do Espírito

O Espírito da dons de serviço, de compartilhar, de misericórdia, de aconselhar próprio a cada situação, também da dons de cura e operação de milagres, estes são praticados em várias igrejas assim como também serve de auxilio para com os irmãos como o dom de cura, pena que em algumas igrejas seja tão ressaltado o dom de línguas estranhas e acabem se esquecendo que este é único e exclusivo de uso pessoal. Além disso, quando diferentes dons operam, o propósito divino é claramente visto.

5. Presentes nas Necessidades da Comunidade

A participação da igreja na comunidade deve ser durável, pois a igreja não pode ter uma atitude egoísta e se fechar perante a sociedade, deve começar por um desejo sincero de amparar e dar, nem sempre é com dinheiro a ajuda, mas oferecendo condições da igreja para com a comunidade. O pastor precisa ter um quadro de necessidades da comunidade e estruturar a igreja para oferecer ajuda nestas áreas, isso auxilia no evangelismo.

6. Mudança Social

Os pastores devem enfrentar a realidade de seu país com maior franqueza, objetividade e esperteza, já que os cristãos não escapam das circunstâncias que os rodeiam e tomam ou tomaram parte de tal.

Capítulo 15

O Culto

1. Bases do Culto

O culto cristão reúne dois rudimentos básicos que é o relacionamento entre Deus e seu povo e o relacionamento entre os membros do povo de Deus.

2. Elementos Básicos do Culto Cristão

Primeiramente o pastor deve passar para a igreja o que Paulo passou para igreja de Corinto que é o amor, a inteligência e a disciplina no culto, e também ter uma atenção totalmente voltada para Deus, pois é Ele quem deve ser destacado. Os elementos básicos para tal formação começar por adoração depois comunhão plena, testemunhos, desenvolvimento de relacionamentos, reflexão na palavra, ministração do amor e do poder de Deus e informação de atividades tudo isso com a presença a ação de Deus.

3. Ordem do Culto

Deve-se ter uma liberdade com ordem ou uma boa direção com liberdade, não necessariamente a igreja tem que ter uma liturgia ou ordem de culto formal fixada, o ideal é deixar o tempo e as atividades da igreja se encontrarem.

4. A Simplicidade do Culto

O culto deve ser de maneira que os fieis dêem graças à Deus, amor uns para com os outros , sabendo que podem edificar os outros e serem edificados, para que o culto se torne uma vivencia da comunidade em que todos se tornam agentes do Senhor.

5. Preparação dos Dirigentes do Culto

O pastor pode formar pessoas para o auxiliar nos cultos, fazendo um curso preparatório uma ou duas vezes no ano. Com estas pessoas o pastor pode ficar tranqüilo quando tiver que realizar outros trabalhos.

6. Observações Gerais Para os Dirigentes de Cultos

O principal é reconhecer que o centro dos cultos é sempre o Senhor, então é necessário que seja impedido qualquer exaltação do pregador para si próprio.
6.1 É necessário planejar as reuniões dos cultos.
6.2 Os obreiros devem estar atentos para as manifestações estranhas no culto.
6.3 Os dirigentes devem estar sempre apresentáveis, sempre com uma bela postura.
6.4 O inicio do culto deve ser sempre alegre para que as pessoas se sintonizem em uma total adoração a Deus.
6.5 Toda a equipe de liderança deve ser informada se vai ter algum hino novo, para que quando comece saiba cata-lo.
6.6 Ao ensinar um novo cântico, o ideal é passa-lo a igreja, cantando-o várias vezes até que a igreja cante pelo menos o coro. O correto é cantar um cântico novo somente a cada culto.
6.7 Deve haver coordenação entre os dirigentes e os levitas.
6.8 Todo o culto deve ter momentos de silencio e movimentos, nenhuma reunião pode ser somente com agitação. Isso pode ser um mau costume.
6.9 Deve sempre se preocupar com as crianças nos cultos, incentivando-as a participar, dando testemunhos etc.

Capitulo 16

Ordem e Disciplina

1- Critérios Gerais

A primeira atitude na igreja deve ser o amor, ajuda uns aos outros, misericórdia, e oração uns pelos outros, principalmente para aquele irmão mais necessitado, esta ajuda dos irmãos dentro da igreja é fundamental, tanto para o crescimento da igreja como para o tratamento dos casos mais difíceis. Deve-se aderir a disciplina em último caso, primeiramente deve-se tentar aconselhar o irmão, mas quando isso acontecer deve ser com amor e não com ódio ou rancor.
A igreja deve ficar sempre atenta, pois a disciplina deve ser aplica em casos de pecados que possa vir prejudicar o corpo inteiro de Cristo, caso não venha ser tomada esta medida, a igreja dará margem para o pecado se proliferar e criar raízes. O pastor deve analisar cada caso, lembrando-se que cada pecado é um caso diferente dos outros, também avaliar o que gerou o tal pecado.
O ensino e a ministração espiritual, são as melhores bases para prevenir tais situações, um programa de orientação espiritual, oportunidades de serviço, oportunidades de recreação sadia, oportunidades de cultivar os relacionamentos normais e satisfatórios, pode ser a melhor prevenção contra certos tipos de pecados.

2- Procedimentos

2.1 A exortação oportuna pode ajudar a prevenir muitas dores de cabeça.
2.2 Toda exortação deve ter um fundamento suficiente, Paulo alerta ter duas ou mais testemunhas.
2.3 Não escutar somente aquelas pessoas que adoram ver pecado em tudo, neste caso o ideal é uma declaração por escrita para que não desminta quando o pastor for até a pessoa indicada para aconselha-la.
2.4 Quanto maior a quantidade de dados do ocorrido melhor.
2.5 Evitar levar o caso a toda igreja.
2.6 Se o cristão insistir em pecar, deve-s então comunicar o órgão máximo da igreja, uma pessoa que não obedece a liderança de uma igreja precisa de uma ação de toda comunidade amorosa, mas forte.
2.7 Tem igrejas que adere a disciplina por algum tempo fixo, mas o caso que Paulo cita é completamente o contrário, quando o cristão peca e se arrepende, e ainda por cima mostra sinais de mudanças deve ser integrado rapidamente no convívio da igreja para que Satanás não venha ganha esta alma para o inferno.
2.8 Tem casos de recém convertidos que requer mais atenção, como os de usuários de drogas, prostitutas e alcoólatras, estes porém necessitam de muito amor e carinho de toda a igreja.
Tudo isso mostra ao pastor e a igreja que, diante das situações de pecados de algumas pessoas, é importantíssimo conhecer bem seus antecedentes.

Capitulo 17

O Aconselhamento.

1- Níveis de Aconselhamento.

É muito diferenciar o aconselhamento da repreensão, muitas vezes o pastor confunde estas duas coisas apesar de ser parecidas são duas coisas distintas.

1.1- Aconselhamento Popular: é o que ocorre nos relacionamentos diários das pessoas que trocam conselhos entre si.
1.2- Aconselhamento Comunitário: geralmente acontece em tribos indígenas, onde alguém tem algum problema e leva para o grupo de aconselhamento, nas igrejas latino americano esta prática não é muito usada, mas todo pastor deveria descobrir o valor que tem neste tipo de aconselhamento.
1.3- Aconselhamento Pastoral.
1.4- Aconselhamento Profissional: este se refere aquelas pessoas intituladas conselheiros, psicólogos e psiquiatras.

2- Objetivo do Aconselhamento.

O aconselhamento não é uma indicação do que a pessoa deve fazer em uma situação de crise, é um meio, através dele ajuda-se a pessoa a ter uma visão global do problema e não reparar apenas nos detalhes, descobrir as causas, tomar as decisões, amadurecer para que em situações futuras, possa resolve-los por si mesma.
Mas também existe um outro fator, tem casos em que requer realmente a cura interior, com isso o pastor conta com o Senhor.

3- Um Modelo de Aconselhamento

3.1 Conhecer o lado externo da situação.
3.2 Reconhecer os fatores que entram em jogo.
3.3 Descobrir causas:
a) Descobrir causas simples: Propor soluções, definir alvos e avaliar o processo.
b) Descobrir causas profundas: Propor soluções, avaliar o processo e ministrar libertações.

4- Problemas Comuns.

4.1 Problemas Matrimoniais - neste caso podemos detectar vários tipos de problemas que leva um casal a ter a crise matrimonial, exemplos:
a) O sexo – este porém, é um fator muito comum entre os casais, mas para que o pastor possa ajudar o casal te que saber a raiz do problema.
4.2 Problemas Econômicos
São motivados por:
a) Gastar mais do que ganha.
b) Não ganhar o suficiente para as necessidades básicas.
c) Gostar de estar comprando coisas desnecessárias e de luxo.
d) Pagar contas alheias, ser fiador de outros.
e) Não saber trabalhar ou não ter treinamento profissional.
f) Haver na família pessoas que podem trabalhar mas vivem “encostadas”.
g) Situações imprevisíveis como um incêndio, roubo, morte do pai.
h) Irresponsabilidade no trabalho.
i) Ambos ter de trabalhar fora de casa.
4.3 A intervenção de terceiros
Em um lar quando tem outras pessoas tomando decisões cabíveis ao casal, começa gerar muitos problemas.
4.4 Os filhos
Os filhos são uma benção, mas ainda pode causar problemas, não eles próprios, mas as atitudes dos pais.
4.5 A religião
Os problemas por causa da religião podem ocorrer tanto onde os conjugues são de religião diferente como onde ambos são cristãos, a religião por si só não é um elemento que soluciona problemas. As vezes, cria problemas ou os agrava, conforme forem as atitudes.
Portanto, vale a pena ter em mente as recomendações da Palavra de Deus.
4.6 Ciúmes
Isso demonstra insegurança e desconfiança, e o tratamento dos ciúmes pode ser tanto psicológico como espiritual.
4.7 A terceira Idade
Para alguns casais essa é uma época muito difícil, porque eles vêem seus filhos grandes a maioria casados e eles se sentem só, é onde gera a crise.
4.8 Situações Inesperadas
Todos nós estamos sujeitos a essas situações, mas tem determinados casais que deixam de se entender quando acontece algo que interfere na vida afetiva.

Capitulo 18

Organização

1. A Importância da Organização na Igreja

1.1 É necessário que os relacionamentos, a estrutura, as funções, as ofertas, etc..., sejam guiados por critérios inteligentes, a Bíblia nos da vários exemplos de organização dentro da Igreja. Moisés é um em (Ex. 18:13-27).
1.2 É necessário que as igrejas reconheçam entre a relação entre os dons e o ministério, seu correto emprego no corpo,e a relação que tem com os ministérios, para que lá na frente não haja conflito ou ressentimentos entre irmãos e irmãos, ou até mesmo entre pastor e fiel.
1.3 O pastor desempenha um papel muito importante, á pastores que são magníficos pregadores e pessoas excelentes pessoas, mas tratando-se de organização podem até prejudicar seu ministério, deve-se combinar uma coisa e outra.

2. A Estrutura

Toda igreja e pastor precisam continuamente tomar decisões, são os casos de nomeação de tesoureiro, diáconos, pastores. As decisões podem ser corretas, mas muitas vezes o que causa dificuldade é o que se segue.
Em uma igreja as decisões são tomadas com base em dois elementos básicos.
A. Sua estrutura mais ampla.
B. Sua estrutura interna.

3. Prever o Futuro.

Um pastor pode direcionar seu trabalho exclusivamente para manter a igreja em certo estado, neste caso ele não consegue ver além do sermão do próximo domingo, esta será uma igreja estática e com pouco futuro. Mas também pode ver a igreja com alguns anos de antecedência. Não apenas como ela é atualmente como ele gostaria que venha a ser.

4. Analisar o Presente.

É muito importante ter uns três pontos de vista:
- O do Pastor
- O da própria igreja
- O da comunidade não cristã
Quando se consegue reunir uma visão tríplice como a indicada pode-se ter um quadro mais amplo. A avaliação permite aos irmãos expressar-se e dialogar com o pastor e com eles mesmos sobre a situação da igreja.
Ela pode ser feita uma vez por ano ou a cada dois anos, através de um questionário distribuído entre todos.

5. Delegar

O pastor ou grupo de lideres não deve pretender fazer tudo, mas aprender a delegar as responsabilidades. Delegar é atribuir tarefas, responsabilidade e autoridade.

6. Planejar

A igreja deve-se estabelecer certos objetivos para o futuro, que abrange várias áreas como, por exemplo:
6.1 Em relação à evangelização
6.2 Em relação às necessidades materiais dos irmãos
6.3 No tocante aos relacionamentos.

7. Programar.

Os objetivos traçados devem ser alcançados, e para isto é preciso traçar um plano de ação, com muito cuidado, para não programar menos que o necessário ou, mais.

8. Mudanças

O pastor e a igreja que desejam cumprir uma missão mais ampla devem fazer mudanças em seu estilo de vida em seu estilo de vida e de programação.
8.1 Mudanças é necessária
8.2 A mudança produz resistência.
8.3 Para a mudança deve-se contar com o Senhor.
Deve-se orar e jejuar e buscar ao Senhor quando houver uma mudança, as mudanças devem ser feitas por intermédio do Espírito Santo e não pela carne.

9. Orçamentar e Controlar Finanças

Na obra de Deus o dinheiro pode ser uma benção mas pode ser um obstáculo, por mais que o pastor não administre as finanças ele deve desenvolver um plano básico para passar segurança a igreja toda.
Teremos um exemplo:

9.1 Mão fora da Bolsa: é viável que o pastor cuide somente da área espiritual da igreja.
9.2 A igreja deve ter uma política clara sobre o manejo das finanças: é necessário que haja um principio definido de administração, e que toda a igreja esteja ciente disso.
9.3 A estrutura: O correto seria nomear uma comissão administrativa de várias pessoas, quando a igreja tem diáconos o ideal seria que fossem eles, nomeava o tesoureiro dentre um deles. Caso a igreja seja nova, então o pastor se encarregaria deste trabalho até preparar uma pessoa.
9.4 Sistema de controle de ofertas: O dinheiro recolhido deve ser contato pelo menos por duas pessoas, anotando-se o total em duas vias assinadas por ambos, ficando uma com o tesoureiro e outra com o secretário da igreja.
9.5 Sistema para guardar as ofertas: O mais conveniente é depositar todo dinheiro numa conta bancária, e se no povoado não tiver banco, o correto é procurar um meio seguro de guardar este dinheiro.
9.6 Orçamento: É sempre melhor ter um orçamento ou cálculo elaborado, antecipado do que se vai receber e do que se vai gastar durante um ano, deve ter equilíbrio entre o que os irmão podem dar, o que recebem do escritório central da denominação, e as necessidades que devem cobrir.
1. As entradas
2. As saídas
3. O orçamento anual
4. O controle mensal
5. Analise do orçamento
É necessário que esses feitios seja bem avaliados por todos da administração, e que sejam colocadas no papel e forme parte de um regulamento estabelecido para a administração dos bens da igreja. Tudo para evitar mal entendidos.

10. Coordenação

A igreja deve trabalhar com base em objetivos e com programas variados, a coordenação procura fazer com que as idéias e atividades se realizem.

Resumo dos capítulos III e IV do livro: Fundamentos da Ética Cristã



Michael Keeling; Editora ASTE


III – ÉTICA NA IGREJA


Ao longo da História da Igreja, os cristãos se depararam com situações difíceis e complexas devido ao contexto em que estavam; mas, sempre procuraram de alguma forma manter a fidelidade à Bíblia.
1. A Igreja Primitiva
Tudo corrobora para crer que os primeiros cristãos eram pessoas de condições sociais modesta, artesões, pequenos comerciantes, escravos, etc. Este quadro se manteve quase inalterado até 313, quando Constantino outorgou tolerância e proteção aos cristãos.
Tendo o imperador como “cristão” corroborou para que a sociedade fosse se transformando, a ponto de se tornar cristã.
Com o avanço do cristianismo aos gentios foi se descaracterizando do judaísmo, pois estes não conheciam seus costumes. Esse mesmo avanço entre a sociedade fez com que alguns se retirassem para os desertos e cavernas para fugirem das “tentações” que a sociedade impunha, e também para buscarem mais a Deus. Em sua fase posterior este êxodo ao deserto se deu por reação contra o “império cristão”.
2. Ética na Igreja Primitiva
Com o desenvolvimento do monasticismo, surgiu uma ótica ética de avaliar quem seguia o estilo de vida monástico era mais santo, do que, quem seguisse uma vida secular. O que não houve na igreja do Oriente, que via a teologia para todos.
Sexualidade
No séc. 3º e 4º no concílio de Elvira, determinou-se que os bispos , presbíteros e diáconos, deveriam se abster de relações sexuais com suas esposas.
Alguns grupos de filósofos diziam que a abstinência sexual favorecia a busca do saber. Vale lembrar que para a sociedade em geral a sexualidade era encarada naturalmente.
No império Romano de séc. 1º não se interessavam pelos homossexuais, o que só veio ser proibida no séc. 6º. O império defendia contra prostituição, estupro, e sedução de menores.
Tudo indica que já no séc. 1º e 3º se valorizava o casamento, como estrutura na sociedade.
Vários teólogos, mas, sobretudo Agostinho de Hipona, relacionava o sexo ao pecado. E o que mais o preocupava era o desejo carnal que o habitava.
O sexo tinha conotações simplesmente para procriação, nem passava pela “cabeça” ser fonte de prazer e liberdade.
Propriedade
Os monges ao se retirarem para o deserto eram também uma forma de desprezo pelos bens materiais. O clero também deveria se desapegar das posses (disso a igreja administrava!).
Clemente de Alexandria (150-215 d.C), que embutiu um meio termo ao dizer que o essencial não era possuir ou não possuir riquezas, mas sim a atitude espiritual em relação a elas... e também: Não há nada admirável ou desejável na pobreza, salvo se a razão dessa pobreza for a busca de uma vida mais verdadeira.... como pode haver partilha se ninguém possui nada?
Posteriormente, se tornou um problema a exploração de trabalho forçado nas lavouras o que impulsionou uma imigração para a cidade. Santo Ambrósio que levantou sua voz contra a desigualdade - disse: A natureza é generosa para todos, mas a ganância restringe os frutos da natureza a uma minoria.
Poder Político
O Nov o Testamento diz para obedecer a autoridade terrena (Rm 13.1-7; 1Pe2.13-17). Os cristãos primitivos evitavam ao todo conflitos com o poder, o que na prática era impossível. Os cristãos por não prestarem serviços públicos, (o que os livrava de comprometimento com a religião oficial do estado) eram mal vistos pela sociedade.
Tertuliano, em sua a Apologia, defendia os cristãos mostrando que o fato de não prestarem serviços ao estado, era compensado pela retidão moral que os cristãos possuem, o que no final das contas trazia mais benefícios ao estado.
Tudo mudou com a subida de Constantino ao poder, o estado adotou o cristianismo como religião oficial. Com o tempo se institucionalizou, e dogmatizou-se. Ficou claro o interesse do estado na igreja como mantenedora da ordem e da lei.
Com a entrada de Alarico o Godo em Roma, em 410 os alicerces do estado e da igreja ruíram, os pagãos acusavam o repudio a antiga religião como causa, e os cristãos aos pecados da igreja.
3. Uma teologia universal
Por volta do séc. 8º surge a aliança política-religiosa. Carlos Magno é coroado soberano do Santo Império, dando início à “cristandade”. Aos poucos nos séculos 10 e 11 o império foi perdendo o poder para os grandes proprietários. A sociedade então passou a se desenvolver através do feudalismo (utilização da terra senhorial pelo vassalo em troca de serviços deste).
Na alta idade média, a maioria da população pertencia à classe dos servos, que trabalhavam para os senhores da terra. A nobreza em troca do trabalho oferecia segurança à sociedade em casos de invasões, etc.
Com a mudança do império para o feudalismo, a igreja ficou em desvantagem, pois viu parte de seu poder ser transferido para as mãos dos senhores feudais. Mas a igreja continuava sendo uma grande força na sociedade. A igreja alegava ter o poder das duas espadas.
Tomás de Aquino surge na Idade Média, como uma dos maiores teólogos de todos os tempos. Seu método resumidamente foi tomar a filosofia de Aristóteles e reescreve-la num sentido cristão. Para Tomás de Aquino o instinto de preservação da própria vida e o de reprodução sexual é comum a todas as criaturas. Somente o de conhecer a Deus e de viver em sociedade organizada são peculiares ao ser racional.
4. Visão e disciplina em espiritualidade
A medida em que a teologia ia se tornando mais racional, foi também mais sentimental. Francisco de Assis, e os franciscanos foram expoentes desta forma de pensar. Um pouco mais tarde Thomas Kempis em Imitação de Cristo manteve esta característica.
Os monges por não gastar seu ganho em coisas vãs e tendo sabedoria para investir, acabaram muitos deles se tornando ricos. Foram os primeiros capitalistas.
Os franciscanos em 1209 organizados em ordem mendicante, pregavam a pobreza e o amor a Jesus, já os dominicanos, em 1216, como combatentes de heresias.. Juntos foram formadores de grandes universidades.
Foi no século 16 que a espiritualidade mística teve seu maior expositor João da Cruz, na Espanha.
5. A Reforma
A sociedade nos séculos 13 e 14 deixou de ser centrada na zona rural, e passou a ter como centro a cidade e o indivíduo. Os burgueses deram origem ao estado moderno como o entendemos hoje.
Para a igreja o centro deixou de ser os monastérios e passou a ser a grandes catedrais localizadas na cidade. Essas imensas torres de pedras expressam muito da arrogância do homem. As missas eram em latim, impossibilitando o povo de compreender. Assim, buscavam entender algo observando as catedrais, os afrescos, os vitrais, as estátuas, a dramatização da missa... (Muito pouco de revelação especial e muito de revelação natural). Do mais bastava obedecer à igreja!
A reforma no séc 16 foi apenas o começo das mudanças. Favorecidas em grande parte pelo contexto da época de um emergente espírito de confiança e investigação crítica. Para Lutero então muitas das obras exigidas pela igreja passaram a ser consideradas desnecessárias: confissão regular a um sacerdote, jejum, peregrinações, compra de indulgências, etc. Pois se é pelos nossos esforças que entramos no céu, por que Cristo morreu?
Como o que Lutero almejava que mudasse na Igreja, acarretaria em um comprometimento na manutenção do sistema, e uma ameaça às finanças da igreja, acabou sendo visto como um herege. Lutero foi apenas a centelha que ateou o fogo da reforma.
Ao tratar de ética social Lutero disse: Uma pessoa não vive somente para si... vive também para todas as outras pessoas; ou melhor, ela vive somente para as outras pessoas e não para si.
6. Ética e Reforma
A reforma influenciou três áreas fortemente na sociedade: a condição matrimonial, valores da economia urbana, e pluralismo democrático.
Sexualidade
Durante a idade média a igreja tomou o controle da instituição do casamento, e até o tornou um sacramento, por meio do qual se obtinha graça. Com a reforma protestante, restaurou-se a primazia do casamento na esfera das relações humanas, e admitiu o divórcio sob condições.
Propriedade
A consciência que prevalecia era de que lucro abusivo e juros eram imorais. Já no final da idade média com uma economia dinâmica, e precisamente em Genebra, que se iniciou a prática do lucro comercial e do juro, como recompensa a um serviço reconhecidamente legítimo.
Para Calvino, a vocação secular não deve ser considerada um meio de prosperidade pessoal, não constava nas cogitações de Calvino uma sociedade marcada pelo individualismo econômico vazio de altruísmo.
Poder político
Os reformadores Lutero e Calvino não pretendiam reformar a sociedade politicamente. Calvino enfatizava a obediência dos cristãos ao governo, mas quando este solicitasse a um cristão a agir em desacordo com as leis de Deus, deveria prevalecer a obediência às leis de Deus.
Os judeus sofreram perseguições pela igreja por razões ideológicas quer econômica, foram banidos da Inglaterra em 1029, da França em 1182 e 1306, e da Holanda em 1370. A França foi o primeiro pis europeu a conceder aos judeus igualdade de cidadania.
IV – O DESAFIO DO MUNDO MODERNO
Após o séc 16 o cristianismo teve de se defrontar com o surgimento das ciências naturais, e o racionalismo. Mesmo com os avanços dos séculos 19 e 20, em termos de progresso moral da sociedade pouco se notou.
1. A Coerência do mundo Natural
Propagou-se que se usasse somente argumento baseado em fatos ao discursar, e não imaginação metafísica.
Na idade média tinha-se a concepção de que Deus é o sustentáculo da criação e o responsável pelo seu funcionamento. A partir do séc 147 a ciência se denominou ser a única e exclusiva forma de conhecimento da verdade. Isto sem dúvida influenciou na forma de se fazer teologia.
O homem passou a ser então o centro.
2. Nossa Capacidade Cognitiva
Intelectualmente não é fácil diferenciar o verdadeiro do falso.
Descartes dizia que não se pode duvidar da própria existência, pois é ele mesmo quem duvida e de ser ele que pensa isso tudo. E conclui: Penso, logo sou.
Também constata, que qualquer percepção do mundo requer não somente experiência sensorial, mas também reflexão. Pode dizer ser verdade tudo aquilo que se pode constatar com clareza e nitidez.
O uso da razão para compreender a realidade continuou sendo a norma, ma tornou-se cada vez mais difícil demonstrar o elo entre essa realidade e a capacidade cognitiva da razão.
3. A Autonomia da Razão
Através de Hume e Kant nó século 8 a razão teve um papel importante para se conhecer a realidade. Kant rejeitava qualquer tipo de juízo baseado em noções místicas ou emocionais. Tudo deveria ser avaliado nas leis de causa e efeito, a não ser a esfera da moralidade, sendo possível o livre arbítrio.
Em os fundamentos da metafísica da moral, 1785, Kant esclarece que o bom é aceitar viver segundo certo senso universal de responsabilidade. Lutero dizia que: o cristão é um senhor absolutamente livre que não se sujeita a ninguém e, simultaneamente, é um servo absolutamente obediente e sujeito a todos.
4. O Individuo na Economia do Mercado
Através do século 16 e 17, o indivíduo como na idade média continuou sendo o centro na economia de trabalho. A reforma arrazoava eliminar toda vida contemplativa argumentando que a obediência a Deus dava-se no âmbito da atividade secular. O progresso econômico era visto como benção de Deus. Essa mentalidade forneceu a base financeira para o processo de industrialização e divisão de trabalho.
O que não se pode deter com o passar dos anos, foi a exploração dos funcionários com jornadas de trabalho prolongadas e salários irrisórios. O trabalho virou instrumento de opressão.
No século 19, com a ascensão da industrialização não foram os líderes cristãos, que se opuseram ao sistema, mas Karl Marx e Friedrich Engels. Marx colocou no centro da economia vigente, uma verdade direta ao trabalhador – você trabalha e produz, mas não recebe a totalidade do valor daquilo que você produz. Em 1948, Marx e Engels se manifestaram dizendo: a história da sociedade é uma história de lutas de classes.
O que os trabalhadores viam pela primeira vez, era que o mundo social era uma construção humana e que, por isso mesmo, podia ser transformado pela ação humana.
5. A Visão Cristã
Graças à consciência, o ser humano consegue coordenar os desejos segundo uma hierarquia de valores morais, e reconhece a impropriedade de fazer mal a alguém.
A elite bem sucedida do século 18, acostumado com textos em grego e latim, via o evangelho como uma relação de éticas de obrigações. Houve vários esforços de reforma social, primeiramente com os Quacres, e depois com os Metodistas. Infelizmente o cristianismo não foi capaz de analisar, avaliar e corrigir o estrago que a industrialização causou na sociedade.

Resumo do Llivro: Teologia do Novo Testamento



Leon Morris; Edições Vida Nova; 2003.


INTRODUÇÃO


Com mais exatidão, pode dizer que teologia é o que se pensa sobre Deus. Se levarmos o termo “Novo Testamento” a sério, resistiremos á tentação de descartar passagens que consideramos de importância inferior ou até não autênticos.
Os escritores do Novo Testamento escreviam para responder ás necessidades das igrejas do sue tempo como eles as entendiam.
Se levarmos a sério à idéia de que Deus guia a sua igreja, temos de ver nisso um indício de estes são os livros que ele quer que seu povo tenha. Não devemos ter o cânon como uma organização arbitrária feita por alguns bispos e teólogos.
Os evangelhos não foram escritos para nos fornecer uma história da vida e da época de Jesus de Nazaré. Eles nos contam o que é importante para a nossa salvação. Têm-se de insistir numa história exata antes de poder falar de teologia, estamos realmente em má situação.

PRIMEIRA PARTE
OS ESCRITOS DE PAULO
Paulo era totalmente cristão, mas também totalmente judeu, e seus escritos não farão sentido para nós se não tivermos isso em mente.
Em todos os seus escritos ele faz constantes referências ás Escrituras dos judeus, e está claro que até o fim dos seus dias ele prezava muito o fato de Deus ter dado tal tesouro ao seu povo.
A teologia de Paulo é muito complexa e profunda, e pode firmar as posições cristãs antes da metade do primeiro século.

CAPÍTULO 1
DEUS NO CENTRO
O pensamento de Paulo estava cercado de Deus, tudo o que ele tratava ele relacionava com Deus.

UM DEUS GLORIOSO
Paulo está interessado em diferentes tipos de poder e no fato de que, no fim, é somente Deus quem o confere. Todo poder e autoridade civil vêm de Deus (Rm 13-1-7).

A PREDESTINAÇÃO
Em Efésios logo no início vemos Paulo também falando sobre este assunto.
A predestinação não é para nos dar privilégios, mas para nos dar trabalho. Ela é um lembrete de que as boas obras não são opcionais para o crente, mas o próprio objetivo da sua predestinação.

DEUS JULGARÁ
Um dia Deus nos chamará para que lhes prestemos contas (Rm 3.19).
Os sofrimentos por que passamos são evidências do amor de Deus. Ele nos disciplina para evitar que soframos o destino dos mundanos. Devemos ter em mente que o julgamento faz parte do evangelho (Rm 2.16).
O pecado colhe o que plantou, pois os pecadores recebem, “em si mesmos, a merecida punição do seu erro” (Rm 1.27).
Alguns rabinos pensavam que bastava ouvir a lei, e que todos os israelitas seriam salvos.

A SALVAÇÃO DE DEUS
Não devemos nos esquecer que Deus não poupou o seu próprio Filho, antes, por nós todos o entregou (Rm 8.32).
É importante entender que Paulo, quando diz que Deus salva, está querendo dizer que ele salva de uma maneira que é segundo a justiça. Esse é um aspecto da salvação que chamou a atenção dos reformadores, mas se perdeu em muitos escritos recentes, onde a ênfase tende a ser na libertação do poder do mal e em outras coisas do gênero.
A palavra propiciar significa “desviar a ira”, geralmente por meio de uma oferta.

A VIDA CRISTÃ
Paulo vê Deus interessado também nos indivíduos. Deus da boas dádivas a cada um dos seus. A atividade de Deus até mesmo vai além da sua atuação em seu povo e em favor deste.
Ao falarmos de trabalho, devemos enfatizar o que Deus faz no servo e não o que o servo faz ao servir. Assim Deus atua nos seus (Fp 2.13).

CAPÍTULO 2
JESUS CRISTO, O SENHOR
A palavra “Cristo”, naturalmente é a transliteração de uma palavra grega que significa “ungido”, assim como “Messias” é transliteração de uma palavra hebraica com o mesmo sentido.
Precisamos ter em mente que as cartas de Paulo, em sua maioria, foram dirigidas a pessoas do mundo grego da época, em que “Senhor” era aplicado muitas vezes não só a um nobre, mas a alguém mais exaltado – um deus.

CRISTO E DEUS
Paulo de muitas maneiras nos mostra o aspecto mais que humano de Jesus.
A morte, para nós, não é uma questão de escolha, mas de necessidade; para ele, foi resultado de obediência, e por isso mostra que há algo nele que é maior que seu caráter humano. Se ele tem o nome que é acima de todo nome, e se toda criação se curva diante dele e o confessa como Senhor, isso implica divindade.
O texto de Colossenses 1.15-20 diz que “a imagem do Deus invisível”. “Imagem” pode significar cópia. Mas a palavra também pode ser usada para indicar, não dessemelhança, mas semelhança. O termo primogênito indicava uma relação de importância, e esse é o sentido aqui. O filho é o mais importante de tudo o que existe, porque tem um relacionamento com o Pai que nada nem ninguém tem em toda a criação.

AS FUNÇÕES DIVINAS
Paulo concebia Cristo como alguém que vivia antes da encarnação (1 Co 10.4). E várias funções que ele atribui a Deus indistinvelmente atribui a Cristo.
Falar de Cristo como o “mistério de Deus” é coloca-lo na frente dessa obra de salvação; ele é o centro e o coração de tudo.
Fica claro que Cristo está no centro do pensamento de Paulo.

CRISTO É DEUS?
A passagem mais destacada é Romanos 9.5: “Cristo, que é Deus acima de todos, bendito para sempre!”, e também (2 Ts .12; Tt 2.13).

O AMOR DE CRISTO
Cristo morreu em amor, pela raça humana em pecado. Passagens falam deste amor de Cristo (Gl 2.20; Ef 5.2; 2 Ts 2.16; etc). Todas as demais coisas perdem importância quando comparada com este grande amor de Cristo, que se deu por nós, sendo ainda nós pecadores.

SALVAÇÃO E CRISTO
Cristo é o Salvador que esperamos do céu 9Fp 3.20; Tt 3.6), e a salvação é por meio dele (1 Ts 5.9; 2 Tm 2.10).
Paulo diz, que a redenção é “em Cristo Jesus” (Rm 3.24).

CAPÍTULO 3
A OBRA DE SALVAÇÃO DE DEUS EM CRISTO
ESCRAVOS DO PECADO
Paulo está dizendo duas coisas, primeiro o pecado não tem o direito de nos controlar (nós que somos feitos à imagem de Deus), e segundo, mesmo assim, ele assumiu o controle. Por isso é que, apesar de talvez servirmos á lei de Deus com nossa mente, nas atuais circunstâncias, na carne servimos à lei do pecado (Rm 7.25). Ele fala da “lei do pecado que está nos (nossos) membros” (Rm 7.23).

A CARNE
Se somos humanos, estamos na “carne”.
Apesar de Paulo talvez servir à lei de Deus com a mente, “segundo a carne” ele serve à lei do pecado (Rm 7.25).
É importante não entendermos que somente a “carne” necessariamente indica pecados grosseiros, principalmente os de natureza sensual. Esses podem estar incluídos no termo, mas “carne” também pode ser muito cerebral.

A LEI
A lei não nos traz salvação, mas prepara o caminho para ela. A lei nos mostra com clareza nosso pecado e, com isso, nossa necessidade de salvação. A lei existe para nos levar a Cristo.
As pessoas precisam ser libertas da lei. Mentalidade legalista é escravidão.

A CRUZ
Foi a morte expiatória de Cristo na cruz, e não sua vida exemplar que trouxe salvação aos pecadores, e Paulo nunca se cansa de enfatizar isso.
Paulo dizia que pregava a Cristo crucificado (1 Co 1.23). Ele estava decidido a “nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo crucificado” (1 Co 2.2).
A cruz de Cristo é o cerne do evangelho!

A JUSTIFICAÇÃO
Paulo trata deste tema principalmente em Gálatas, e Romanos. Justificação é basicamente um termo legal.
Paulo diz que somos justificados pelo sangue de Cristo (Rm 5.9). Somos justificados por graça (Tt 3.7).
Justificação significa que Deus nos colocou no estado correto, de modo que recebemos o veredicto de absolvição quando somos julgados.

UMA EXPIAÇÃO COMPLEXA
Paulo usa várias formas de explicar a obra da salvação em nós. Uma das maneiras é através da palavra “redenção” (Rm 3.24; 1Co 1.30; Gl 3.13). Este termo era usado originalmente em relação com o ato de resgatar prisioneiros de guerra. Redenção significa o preço estabelecido para libertar alguém (1 Co 6.20).
Outro conceito de Paulo é a “reconciliação” Reconciliação é uma categoria pessoal; significa fazer as pazes depois de uma briga ou de um estado de hostilidade.
Adoção é outra figura que Paulo usa (Rm 8.15; Gl 4.15; Ef 1.5). Na adoção, alguém que não pertencia a dada família era integrado nessa família como membro pleno, com todos os direitos e obrigações que faziam parte disso.

CAPÍTULO 4
A VIDA NO ESPÍRITO
O CAMINHO DA FÉ
Para Paulo, fé significa confiança, de todo o coração, em Cristo como aquele que morreu para nos trazer salvação.
Abraão foi aceito por Deus muito de ser circuncidado. A circuncisão era o selo da justiça pela fé que Abraão teve quando ainda não era circuncidado (Rm 4.11).
A fé é característica dos cristãos. A própria fé vem de Deus, pois a cada crente Deus concedeu uma “medida de fé” (Rm 12.3).

O CAMINHO DO AMOR
Deus não só tem amor por nós; ele também produz amor em nós. O crente não gera amor com seus próprios recursos.
Para Paulo, o amor não é algo sentimental. Ele tem um conteúdo ético. Também o sofrimento é a evidência, não de que Deus não nos ama, mas de que ele nos ama. Paulo vê como parte do amor de Deus por nós o fato de ele nos conduzir por tribulações, para fazer de nós o melhor que podemos ser.

O CAMINHO DA ESPERANÇA
Sete vezes Paulo falou da parousia de Cristo, termo que significava “presença” e passou a significar “vinda para estar presente”, “chegada”.
Em vez de se voltar para dentro, como as outras formas de judaísmo após a perseguição por Antíoco Epifânio, o cristianismo assumiu a tarefa de preparar o nascimento de uma nova era para a humanidade mudando a mente das pessoas.
Para Paulo, o fato da parousia é que é importante, não sua data exata.

SEGUNDA PARTE
OS EVANGELHOS SINÓTICOS E ATOS

Optei por analisar os evangelhos um a um. Isso nos permite ver não só o que Jesus disse e fez, mas também como cada evangelista entendeu o que ele disse.
Cada evangelista tem sua própria perspectiva teológica, e o esforço de transmitir a vida de Jesus é a razão porque os evangelhos foram escritos. Alguns críticos destacam tanto o papel da igreja ao manusear a tradição incorporada nos evangelhos, que Jesus é reduzido à insignificância. Fica claro que muitas coisas que Jesus disse e fez nos são ocultas, o que sobreviveu foi porque era lembrado pela igreja como algo importante. Creio que o evangelho nos transmite a essência do que Jesus disse e fez.

O EVANGELHO DE MARCOS
Marcos diz inicialmente que seu relato é sobre “Jesus Cristo, Filho de Deus”. Ele mostra interesse pela palavra evangelho, deixando cloro seu relato sobre as boas novas que Jesus trousse. Isso se faz necessário que respondamos de acordo “arrependei-vos e crede no evangelho” (1.15). Arrepender-se é encarar o fato de que fizemos o que não deveríamos ter feito e não fizemos o que deveríamos ter feito. O evangelho faz exigências. Este evangelho deve se pregado “em todo o mundo” (14.9)
Fica evidente que há um conflito com o mal. Jesus foi tentado por Satanás (1.12-13). Marcos não menciona o jejum de 40 dias de Jesus, ele se concentrou na tentação. Por onze vezes Marcos menciona conflitos de Jesus com “espíritos imundos”. As boas novas incluem a derrota presente do mal.
Os rabinos possuíam discípulos, mas não os escolhiam; em contraste Jesus chamou seus discípulos. Jesus não era apenas mais um rabino; ele era único, e ser seu discípulo era especial.
Marcos mostra que Jesus era totalmente humano e era o poderoso Filho de Deus.

JESUS, O HOMEM
Em sua recepção na cidade d Nazaré (6.1-6) fica claro o Jesus humano, pois conheciam toda a sua família. Marcos também relaciona algumas emoções muito humanas de Jesus, indignação (10.14), ira e tristeza (3.5). E não sabia o dia do fim (13.32).
Cerca de um quinto de seu evangelho é dedicado a ressurreição de Cristo. Ele registra seu grito de desespero (15.34). Entenderemos melhor Marcos quando virmos que ele é um teólogo da cruz.
Apesar de Marcos enfatizar que Jesus era um Mestre; ele omite a maior parte do ensino de Jesus.

O FILHO DE DEUS
Marcos inicia seu evangelho declarando Jesus ser o Filho de Deus (1.1); e termina relatando a mesma coisa (15.39). Até os espíritos maus reconheciam Jesus ser o Filho de Deus (3.11); e Deus Altíssimo (5.7). Quando o sacerdote o interrogou perguntando se ele era o Cristo, ele respondeu: Eu Sou. (14.61-62).

O FILHO DO HOMEM
Jesus refere-se a si mesmo como o “Filho do homem”. Porém não é fácil explicar o significado desta frase. Parece-nos que Jesus usou esta expressão para ressaltar aspectos da obro que veio realizar. Ele teria adotado este título porque não tinha influência nacionalista e raro, e dava um tom de divindade.
Podemos discernir três grupos de declarações sobre o termo. O primeiro fala da autoridade de Jesus, como o Filho do homem, em seu ministério público. O segundo olha para o fim desta era e vê o Filho do Homem com autoridade nesta ocasião. E o terceiro grupo se refere a sua inferioridade e sofrimento. Marcos assim, mostra que o termo denota a majestade de Jesus e sua posição inferior.

O CRISTO
Cristo significa “ungido” em grego e seu equivalente em hebraico é “Messias”. Durante seu ministério houve ocasiões em que Cristo manteve oculto o seu messianismo e em outras ocasiões ele manifestava, baseado nisto criou-se um certo “segredo messiânico”. Evidentemente o uso que Marcos faz do “segredo” é complexo.
Uma das formas propostas para se resolver esta questão, seria partir da premissa que antes de seu destino se cumprir, e diante de pessoas sem discernimento, ele não podia nem negar nem admitir que era o Messias. Marcos nos deixa claro que Jesus era o Messias.

O REINO DE DEUS
Os sinóticos em si trazen-nos que o ensino favorito de Jesus era a respeito do reino de Deus. O reino esta ligado estreitamente as boas novas e a vinda de Jesus. O reino disse Jesus pertence às crianças e as que são como elas (10.14-15). É difícil um rico entrar no reino (10.23-25) pelo fato das riquezas representarem a tentação do materialismo e da autoconfiança.
No reino o mais importante é o amor.O conhecimento do reino não é algo claro nem esta a disposição de todos (4.10-12). Marcos vê a consumação do reino como uma ocorrência futura (14.25). Em suas parábola Jesus mostra como que o reino começa pequeno e no final toma grandes proporções.

A FÉ
As primeiras exigências que Cristo nos faz ao segui-lo é: arrependimento e fé (1.15). Através da fé manifestada pelas pessoas Jesus atendia suas necessidades (5.34;10.52). Jesus disse: Tudo é possível ao que crê (9.23). Jesus não esta a procura de gigantes, e sim de pessoas humildes, que confiem nele.
Jesus repreendeu a falta de fé dos discípulos (40; 11.22).

O SENTIDO DA CRUZ
No evangelho de Marcos a cruz ocupa o lugar central. Marcos nos mostra que esta morte não era normal, nem mesmo a execução. A cruz nos mostra o sentido “resgate” (10.45). Para Marcos o fim não é uma tragédia terrível, mas um grande triunfo.

CAPÍTULO 6
O EVANGELHO DE MATEUS
Mateus contém grande parte de seu livro voltado para o ensino de Jesus, o que o diferencia bastante de Marcos. Outro fator que diferencia é a quantidade superior de parábolas que contém em Mateus.
Este evangelho possui um “sabor de judaísmo”, pelo numero de citações do A.T. Mateus nos mostra que o evangelho e não a lei é o centro. Durante toda a história da Igreja o evangelho de Mateus tem tido um lugar de destaque.

O COMEÇO DO EVANGELHO
A introdução deste evangelho é ímpar, apresentando a genealogia de Jesus começando por Davi. Mateus surpreendeu a colocar quatro mulheres na genealogia. Pelos nomes citados na genealogia Mateus nos mostra que entre os ancestrais de Jesus encontram-se pecadores. Uma curiosidade é que as mulheres que Mateus menciona eram gentias, e isto em uma genealogia judaica! Fica claro que o evangelho aponta a salvação para o mundo todo.

JOÃO BATISTA
João veio para preparar o caminho para Jesus. Ele era asceta rigoroso, profeta que convocava as pessoas ao arrependimento (3.2). O conteúdo de seu ensino era que outro viria e maior do que ele. O próprio Jesus declarou a respeito de João que ele era o Elias prometido (11.14; 17.10-13).
Jesus disse a seu respeito que entre os nascidos de mulher não havia maior (11.11).

A PESSOA DE JESUS
Desde o início Mateus nos mostra que seu evangelho esta tratando sobre Jesus. Mateus começa com o nascimento incomum e termina com a ressurreição de Jesus. Mateus inúmeras vezes registra o cumprimento das profecias na vida de Jesus.
Através dos milagres Jesus mostrava que Ele é o Filho de Deus, e quem tinha percepção espiritual observava que nos milagres Deus estava atuando de maneira especial. Jesus vivia em grande comunhão com Deus, e chamava ele diversas vezes de Pai. .

O FILHO DE DEUS
Mateus faz maior uso do termo que Marcos. Mateus nos mostra logo no início uma profecia de Oséias: “Do Egito chamei o meu Filho” (2.15). Jesus nos diz que tem intimidade especial com o Pai, a ponto de dizer que da mesma forma que o Pai o conhece ele também conhece o Pai (11.27).

O FILHO DO HOMEM
Mateus concentra este título no último período do ministério de Jesus. A expressão está ligada à visão que Jesus tem da sua missão, que englobava não só sofrer pelos pecadores, mas também, no fim, ser exaltado.
Jesus deixa transparecer que este título não era comum ao dizer: “Quem diz o povo ser o Filho do Homem?” (16.13); se fosse, Jesus teria dado a resposta. Após Pedro compreender a Pessoa de Cristo este termo se torna muito mais freqüente, apontando assim, para sua morte. Mateus através deste título nos da a certeza da volta do Filho do Homem, mas não a hora.

O CRISTO
Mateus repete quase todas as referências que Marcos nos dá a Cristo. Entretanto, Mateus tem referências próprias.
O sumo sacerdote ao interrogar a Jesus perguntou:... “tu és o Cristo, o Filho de Deus” (26.63); ele fez esta pergunta não para obter a informação, mas porque a alegação de Jesus de ser o Cristo poderia ser interpretada como rebelião incipiente contra os romanos. Pois um “messias” podia ser argumentado, é um personagem político, líder de uma rebelião, assim inimigo de Roma.

O FILHO DE DAVI
Davi sem dúvida nenhuma foi ímpar como rei de Israel, e assim o “Filho de Davi” se tornou, com isso, um título de elevada honra, e também como título “messiânico”. Pelo fato de Davi ter sido um grande guerreiro esperava-se que o “Filho de Davi” também o fosse, e esta expectativa aumentava devido estarem sobre opressão romana.
Para Mateus Jesus como Messias é maior que Davi.

O REINO
Mateus diferente de Marcos e Lucas prefere o termo “reino dos céus” do que “reino de Deus”. A maioria dos estudiosos concorda que os dois termos tem o mesmo significado, mudando apenas o foco.
Em todo o evangelho, Jesus é uma pessoa gentil e simples, e diz que os que tiverem as mesmas qualidades é que entrarão no reino. Há várias parábolas que enfocam o valor inestimável do reino, e se enfatiza que o reino não é conquistado pelos nossos méritos, e sim pela graça de Deus.
Jesus possuía uma forma toda especial de ensinar, e alguns se atrapalham ao tentar encaixar seu ensino com algum modo já existente. Em especial sua mistura de presente e futuro era surpreendente. É melhor reconhecer que ás vezes Jesus falava do reino como algo presente e outras vezes como algo futuro. Num sentido muito importante o reino chegou junto com Jesus.

AS PAÁBOLAS DO RENO
Nos evangelhos sinóticos Jesus faz um grande uso de parábolas para ensinar. Em Mateus tem um registro especial das “parábolas do reino”. Onze vezes Mateus usa a frase: “O reino dos céus é semelhante a...”. As parábolas usam um método que leva o ouvinte a confrontar-se com o reino de Deus. E também requer das pessoas uma resposta pessoal, levando-as a tomar uma decisão.

A PAIXÃO
Em todos evangelhos esta claro que a parte mais importante é a ressurreição. A partir da confissão de Pedro a respeito de quem era Jesus, Mateus relata que deste ponto Jesus começou a predizer sua morte e ressurreição claramente (16.21). Mateus passa a enfatizar o cumprimento das Escrituras, especialmente ao detalhes ligados à morte de Jesus.
O fato de Jesus ter sofrido um”abandono” na cruz expresso que Mateus registrou em conformidade com Marcos: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (27.46). Isso nos diz que pelo fato de Jesus ter sofrido este “abandono”, nós pecadores não precisaremos experimentar.
A morte de Jesus não aconteceu devido às acusações infundadas dos fariseus e de Pilatos, mas porque era à vontade de Deus. Mateus deixa claro que os romanos consideraram Jesus inocente e não quiseram executa-lo. Foram os judeus que exigiram que Jesus fosse morto.

SER DISCÍPULO
Cada discípulo que Jesus chamava, ele os chamava para o segui-lo de todo o coração, e isso fica claro pois deixavam tudo para seguir a Jesus. Os discípulos de Jesus ao contrário dos discípulos das escolas rabínicas, eram testemunhas de uma pessoa, não guardiãs de uma tradição.
O preço a ser pago para se tornar discípulos era carregar a cruz de Cristo, metáfora muito clara da morte para o egocentrismo. Os discípulos devem enfrentar as dificuldades que encontrar e prosseguir seguindo seu mestre. Ser discípulo significa aprender.

A MISSÃO DOS DOZE
Jesus comissionou certa feita os doze as “ovelhas perdidas da casa de Israel” (10.6). Nessa ocasião Jesus concedeu autoridade sobre demônios e doenças (10.1-8). Eles iriam como ovelhas para o meio de lobos (10.16). Caso se envergonhassem de Cristo diante das pessoas, ele terá vergonha deles diante do seu Pai celestial. (10.32-33).

A IGREJA
Mateus é o único dos quatro evangelistas que usa a palavra “igreja” (ekklesia). Através da confissão de Pero, sobre quem diziam ser Jesus, Jesus que “...tu és Pedro (petros), e sobre esta pedra (petra) edificarei a minha igreja...” A igreja será edificada sobre a rocha, ou seja JESUS.
Aos discípulos em geral foi transmitida a autoridade “ligar e desligar” as pessoas ao céu (18.18).

CAPPITULO 7
O EVANGELHO DE LUCAS E ATOS
A DOUTRINA DE DEUS

Os estudiosos em geral estão de acordo que o escritor destes doiis livros foi Lucas, e isto é importante, pois seu conteúdo representa um quarto do total. Lucas pelos seus escritos é considerado um historiador, e também um grande teólogo. Sua preocupação básica e teológica e não história, não importa o quanto lhe sejamos devedores pelas informações históricas que nos transmitiu.

O DEUS PODEROSO
No inicio de seu evangelho lemos “o poder do Altíssimo” que viria a Maria (1.35). E Deus ungiu a Jesus com poder (At 10.38), e o Filho do Homem virá numa nuvem, “com poder e grande glória” (21.27).
Em geral o que é impossível aos homens é possível a Deus (18.27). O poder de Deus é potente para trazer salvação.

O REINO DE DEUS
Assim como nos outros evangelhos o reino de Deus é um ponto importante para Lucas. A aproximação do reino é algo muito sério. Rejeitá-lo uma calamidade.
Entrar no reino custa caro. Mas vale muitíssima a pena: haverá bênçãos multiformes aqui e agora, e vida eterna depois.

DEUS AGIU EM CRISTO
Deus agiu em Jesus de uma maneira muito especial. Em suas curas e milagres Jesus agiu “porque Deus estava com ele” (At 10.38). Assim ele era o Filho de Deus, Ele também era o Cristo “de Deus” (9.20; 23.35). Jesus buscava orientação de Deus antes de fazer suas escolhas.
Jesus foi “exaltado a destra de Deus” (At 2.33). Tudo o que Jesus fez, ele o fez porque Deus estava agindo nele e por meio dele.

DEUS AGE NOS CRENTES
Deus não só agiu em Jesus, mas também nos crentes. Este Deus que Lucas relata, estar interessado em seu povo e disposto a agir no meio deles. Através de seu Espírito Ele fala com seu povo (At 10.19; 1.12). Não foram os apóstolos que fizeram a obra, mas Deus.
Paulo sempre tinha o cuidado de dizer “se Deus quiser” (At 18.21).

DEUS, MEU SALVADOR
Deus estava em ação na obra da salvação realizada na cruz. A idéia da condenação do pecado leva á idéia da morte de Cristo pelo pecado. Pessoas más levaram Jesus à cruz, mas fizeram apenas o que Deuis havia determinado (At 4.27-28).
Na igreja primitiva vemos que o Senhor ia acrescentando diariamente os que iam sendo salvos (At 2.47).

O GRANDE AMOR DE DEUS
Certamente Deus cuida de sua criação desde os animais até os seres humanos.. Uma das formas de vermos o amor de Deus é através do perdão. Jesus também sendo Deus possuía este atributo. A humanidade sendo pecadora, pode contar com a misericórdia de Deus. Quando um pecador se achegava aos pés de Jesus com sinceridade obtia perdão, assim também conosco hoje.

CAPÍTULO 8
O EVANGELHO DE LUCAS E ATOS A DOUTRINA DE CRISTO

Lucas nos fornece alguns episódios da infância de Jesus, que os outros evangelhos não relatam (2.40; 52). Também enfatiza (não tanto quanto Marcos) a humanidade de Jesus (7.9; 17.41; 13.34; 4.16; 6.12). As pessoas trataram a Jesus como um homem.
FILHO DE DEUS E FILHO DO HOMEM
Para Lucas, “o Filho de Deus” significava que a relação de Jesus com o Pai é especial. Alguns exemplos da expressão (9.35; 4.41; 22.70; At 9.20; At 13.33).
Da mesma forma com “o Filho do Homem”. Lucas apresenta o termo em tr~es circunstâncias: no exercício de seu ministério público; no seu sofrimento e na sua segunda vinda em glória.

FILHO DE DAVI
Mateus nos apresenta o título “Filho de Davi” em suma importância, já Lucas usa apenas três vezes a expressão, mas usa o nome Davi em grande quantidade (1.69; 2.4,11; 3.31; 6.4; At 1.16; At 2.25; At 2.31, 34; 4.25, atc.). Davi foi usado por Deus para sua geração de acordo com a vontade de Deus. Mas, foi Jesus, a quem Deus ressuscitou.
Lucas parece enfatizar mais a relação entre Jesus e Davi. Lucas vê o plano de Deus nitidamente projetado nas palavras de Davi.

O CRISTO
Este título não é o mais usado por Lucas, mas com certeza é o mais cheio de significado. Lucas é o único a nos informar que os primeiros seguidores de Jesus receberam o epíteto de “cristãos” (At 1.26; cf. 26.28). Lucas sempre usa este título para se referir a “o Cristo”. Ele dá muito destaque ao “nome”de Cristo. Na antiguidade o nome tinha uma importância maior. Resumindo no nome aquilo que a pessoa era. “Cristo” esse nome é poderoso.

O SENHOR
Este é o título que mais Lucas atribui a Jesus. Este termo era aplicado para as pessoas de posição elevada e também aos deuses. Na tradução do Antigo Testamento hebraico para o grego chamada Septuaginta o nome divino “Javé”, foi usado como circunlóquio (rodeio de palavras) para Senhor. Assis usando “kyrios” tanto para traduzir Javé como para referir-se a Jesus, o coloca no mesmo nível de Javé, sem põem o identificar com ele.

OUTROS TÍTULOS
Com freqüência Lucas chama Jesus de Mestre (9.38; 10.25). Ele também foi chamado de “Salvador” em seu nascimento (2.11; At 5.31; 13.23), salvação esta do pecado e suas conseqüências.
Outro título que lhe foi atribuído foi o de “Príncipe” (At 5.31). As vezes Lucas se refere a Jesus como rei (19.38; 23.3, 37, 38, 42). Também o vê como o “servo” de Deus (At 13.26; At 4.27, 30). Outro termo é o “Justo” (At 3.14; 7.52; 22.14).
Pedro o vê nomeado por Deus para ser o “Juiz de vivos e de mortos” (At 10.42). Chamado também de “profeta” (7.16, 39; 9.8, 19; 13.33). Jesus era a própria boca de Deus.

CAPÍTULO 9
O EVANGELHO DE LUCA E ATOS
DEUS E A NOSSA SALVAÇÃO
A grande verdade é que Deus trouxe salvação para pessoas que não a merecem. Lucas se distingue dos escritores dos evangelhos, pois em Atos, ele mostra a continuidade do plano de Deus. Nos mostrando aspectos maravilhosos da salvação.

O PLANO DE DEUS
A cruz ao invés de mostrar a derrota de Deus, mostrou o cumprimento de seu plano. Na verdade foi o que “a mão e o propósito” de Deus “predeterminaram” (At 4.28). Os planos de Deus estão em execução desde tempos imemoriais. Nada pode interferir os planos de Deus.
Deus também tinha um plano para Paulo, em suas viagens missionárias. O intervalo entre a ascensão e a parousia faz parte do plano de Deus; ou seja, tempo de salvação.

A HISTÓRIA DA SALVAÇÃO
Aquilo que Deus fez em Jesus ocorreu dentro de um amplo contexto histórico. Se destacando dos outros evangelistas devido a isto. Através de suas referências a lugares governadores e reinados, Lucas nos transmite muitos dados históricos importantíssimos. Toda história tem um lugar dentro do plano de Deus.
A salvação nada tem de mística, sem relação com a realidade. Ela se baseia com fatos históricos. Lucas prossegue narrando a história da igreja até que Paulo, chega a Roma. A história é o palco em que Deus executa seu plano, e para Lucas Jesus está bem no centro desse palco.

A RESPONSABILIDADE
É fácil dizermos que Caifás, Pilatos e seus companheiros foram os responsáveis pela crucificação de Jesus. Mas conforme o Novo Testamento nos mostra, temos parte nesta culpa. Nenhum outro século crucificou novamente a Cristo de modo mais claro do que o século vinte.
Responsabilidade quer dizer julgamento – julgamento pelos padrões mais elevado e perante os mais altos tribunais.

O ARREPENDIMENTO
Todo o Novo Testamento nos orienta a abandonar o pecado, e Lucas destaca a necessidade do arrependimento. João Batista convocava as pessoas para um “batismo de arrependimento” (3.3; a 13.24; 19.4). Jesus disse “Não vim chamar justos, e sim pecadores o arrependimento” (5.32).
Quando há arrependimento, há alegria no céu (15.7,0). Arrependimento é o fim do pecado. Pedro disse em seu sermão “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado...” (At 2.38), e em seu sermão seguinte “Arrependei-vos e convertei-vos..” (At 3.19). Deus concedeu aos gentios “arrependimento para vida” (11.18).

A CENTRALIDADE DA PAIXÃO
A paixão é o clima do evangelho d Lucas. A partir de 9.51 Lucas tem a cruz em mente. E desde então o ensino de Jesus é direcionado para sua paixão. Parece, que para Lucas, Jerusalém é a cidade do destino, o lugar em que Deus efetuaria a obra de redenção na paixão do Senhor, o local em que o Espírito seria concedido, a cidade em que a igreja teria o seu início.
No relato da crucificação o evangelho de Lucas é o que nos fornece mais informações.

O SENTIDO DA CRUZ
Vemos Jesus como “Servo”, humilhado na cruz e exaltado por Deus no cumprimento do seu supremo serviço pelo ser humano. Sua morte tem virtude expiatória ilimitada. É a vida que flui de Deus, e vida em Deus que ele disponibiliza.
A morte de Jesus foi vicária, ele firmou uma nova aliança em sua morte e seu povo deve ter isso constantemente na lembrança através de uma celebração litúrgica solene. Sem dúvida o calvário foi a maneira escolhida por Deus para proporcionar salvação aos pecadores.

CAPÍTULO 10
O EVANGELHO DE LUCAS E ATOS
O ESPÍRITO SANTO

Fica claro nos escritos que enquanto que em outras religiões o espírito divino vinha sobre algumas pessoas, os cristãos compreenderam que o Espírito de Deus vem sobre todos os crentes. Os pagãos pensavam que a presença do espírito divino era conhecida por várias formas de êxtase, os cristãos percebiam sua presença por seu “fruto” na conduta ética.

JESUS E O ESPÍRITO SANTO
No momento da encarnação vemos que o Espírito Santo estava atuando (1.35). Cristo ao contrário de João batizaria com “o Espírito Santo e com fogo” (3.16). Ser batizado no Espírito Santo significa receber o Espírito como no Pentecostes (At 2.33).
O Espírito Santo esteve com o Jesus o tempo todo, dando início ao seu ministério no batismo, e guiando-o ao deserto. Depois Jesus “no poder do Espírito, regressou para a Galiléia” (4.14).
O próprio Jesus na sinagoga declarou “o Espírito do Senhor está sobre mim” (4.18-21).

O PENTECOSTES
Lucas registra a passagem onde Jesus diz que, concederá o Espírito Santo ao que pedir. (11.13). De maneira completa este derramar se deu em Atos 2, onde todos foram cheios do Espírito Santo (At 2.4). A vinda do Espírito Santo transformara aqueles cristãos.
Algumas passagens dizem que: Ficaram cheios do Espírito Santo; Vir sobre; cair; concedeu; recebia.Por todo o livro de Atos vemos os apóstolos, diáconos e servos do Senhor serem dirigidos em todas as coisas pelo Espírito Santo.

CAPÍTULO 11
O EVANGELHO DE LUCAS E ATOS
OS DISCÍPULOS
Sem dúvida Deus em Jesus Cristo espera de nós uma resposta. E também uma dedicação total (5.28). Ser discípulo significa amá-lo de tal maneira que o maior amor deste mundo parece ódio, quando ambos são comparados.
Uma pergunta que deve nos ser feita é: Você consegue ser discípulo”, e Você pode deixar de ser?.

UM PADRÃO DE VIDA
Paulo em muitos aspectos de sua vida podem nos servir de padrão. Um exemplo foi sua resposta ao chamado. Devemos sempre buscar servir ao Senhor, busca-lo, teme-lo, louva-lo, e glorifica-lo.
A fé sem dúvida é muito importante. Ela é a essência do caminho cristão, nos leva para fora de nós mesmos e para dentro de Cristo.

O UNIVERSALISMO
Provavelmente Lucas era gentio. Talvez por isso enfatize a salvação a todas as raças. A mensagem dos anjos aos pastores é de “paz na terra” (2.14), não simplesmente em Israel. Em sua genealogia Lucas começa com Adão (3.38) pai de todos.
Lucas fala-nos muito sobre os samaritanos, e o grande interesse de Jesus por eles. Depois de ressuscitar Jesus mandou seus discípulos fossem suas testemunhas em Jerusalém, Judéia, e para surpresa dos judeus em Samaria.
Em Atos vemos a igreja apenas em Jerusalém, até que veio a perseguição e os dispersou por todo o mundo.

AS MULHERES
Em termos gerais as mulheres da antiguidade eram consideradas menos importante que o homem, e comparando com hoje eram muito discriminadas. Um exemplo é que os rabinos não recebiam mulheres como discípulas. Elas viviam com muitas limitações e enfrentavam diversas dificuldades.
O posicionamento de Jesus foi revolucionário. Ele curava as mulheres, conversar com elas, aceita-las entre os seus seguidores.
Lucas nos mostra outras mulheres como, a da viúva de Naim (7.11-17) , a mulher corcunda (13.10-13), a que enxugou os seus pés com seus cabelos (7.36-50), a viúva (21.1-4), a mulher com hemorragia e da filha de Jairo, etc...
Leva-se a crer que as mulheres tinham um papel expressivo na vida da primeira igreja.

AS CRIANÇAS
Em geral no mundo antigo as crianças tinham pouca importância. Mas Jesus de importava com elas (8.41-56; 9.38-43; 9.47).
Graças ao interesse de Lucas pelas cr4ianças, podemos conhecer a infância de João Batista, e de Jesus. Deus pensa nas crianças assim como pensa nos adultos.

OS DE MÁ REPUTAÇÃO
Os pastores formavam uma classe desprezada, devido a sua vida nômade. Os cobradores de impostos também eram desprezados, devido à geralmente cobrar mais do que o devido.
O chamado de Jesus é para todos, e há esperança pra as pessoas por piores e desprezadas que sejam.

OS INDIVÍDUOS
Apesar de o evangelho ser de cunho universal, ele nunca perde de vista o indivíduo. Basta somente observarmos a quantidade de citações de nomes próprios, tanto de pessoas usadas por Deus, quanto de pessoas de má fama. Aos olhos de Deus todos têm valor.

A ORAÇÃO
O exemplo do mestre Jesus esta muito claro neste evangelho, Lucas nos mostra Jesus constantemente orando. Jesus também nos ensinou como orar (11.1-4). O crente não consegue viver a vida cristã com suas próprias forças, por isso deve buscar forças em oração. Oração verdadeira não pode ser egoísta.

ALEGRIA PARA O MUNDO
Temos a tendência de apresentarmos uma fé muito séria, e sem alegrias nesta vida. Buscamos sempre enfatizar as alegrias celestiais.
Em seu evangelho Lucas nos apresenta vários cânticos, o de Zacarias (1.46-55), Simeão (2.29-32), e outros (2.14; At 16.25). “Bem aventurados vós, os que agora chorais, porque haveis de rir” (6.21). Sem dúvida a vinda de Jesus é motivo de grande alegria e gratidão.
Apesar de Deus grandioso, ele se alegra quando um pecador se arrepende. Os discípulos transbordavam de alegria e do Espírito Santo (At 13.52). Ninguém costuma ficar alegre quando sofre, mas a alegria dos primeiros cristãos era tão profunda que nada os podia abater (At 5.41).

A ESCATOLOGIA
Ao contrario do que alguns pensam Lucas teve interesse pelos acontecimentos futuros. Muitos elementos em seu evangelho não contém nos outros. Pelo fato de Lucas relatar as coisas de seu jeito não significa que ele não dá importância a escatologia. Ele não esta simplesmente repetindo o que outros membros da igreja já disseram.

A PALAVRA
Lucas nos fala sobre, a palavra, palavra do Senhor, a palavra de Deus, palavra da graça, palavra da salvação, palavra do evangelho. Mostrando seu interesse pelo tema.
A proclamação da palavra de Deus é importante, mas não devemos deixar de preserva-la.

TERCEITA PARTE
OS ESCRITOS JOANINOS
Tradicionalmente o evangelho de João, suas três cartas e Apocalipse são atribuías ao apóstolo João. Temos que ter em mente que, com exceção do Apocalipse, todos esses livros eram anônimos, e Apocalipse, apesar de dizer que o nome do autor é João, não diz qual João. O enfoque deste estudo não é quem escreveu o livro, mas sim seu conteúdo.

CAPÍTULO 12
O EVANGELHO DE JÃO
A DOUTRINA DE CRISTO

De modo geral este é o evangelho mais importante, e mais discutido. Este é um livro sobre Jesus.

JESUS É O CRISTO
João nos diz que o motivo dele ter escrito seu evangelho é para que creiamos que “Jesus é o Cristo” (20.31). O fato de as profecias do Antigo Testamento estarem se cumprindo em Jesus é parte do que João está propondo.
Poucas vezes Jesus afirmou ser o messias antes de seu julgamento, e uma destas vezes foi para a mulher no poço. A mulher afirmou que algumas coisas eram alçada do Messias quando ele viesse, e a isso Jesus respondeu: “Eu o sou, eu que falo contigo” (4.26).
Em geral os judeus estavam enganados de como seria o Messias,k e por isso não reconheceu a Jesus quando esteve com eles.Quando os judeus exigiram de Jesus uma resposta direta ao fato dele ser ou não o Messias, ele respondeu “Já vo-lo disse, e não credes. As obras que eu faço em nome de meu Pai testificam a meu respeito” (Jo 9.27).

O FILHO DE DEUS
João ligo o termo “o Filho de Deus” na declaração do propósito do seu evangelho (20.31). Quando João aplica o termo filho a Jesus, ele lhe dá o sentido mais amplo possível. João Batista deu testemunho de que Jesus era o Filho de Deus (1.34).
O Filho de Deus traz salvação (3.16; 3.17; 5.21; 5.28-29; 8.36). O Filho de Deus se mostrou muito superior ao Messias que os judeus esperavam.

O FILHO DO MOMEM
João utiliza este título em menor número que os evangelhos sinóticos, e se encontra ligado geralmente a salvação que Cristo trouxe, ou sua relação com o céu.

AS AFIRMAÇÕES COM “EU SOU”
Existem sete passagens em que “eu sou” tem um predicado, e esse é um dos aspectos mais apreciados do evangelho de João.
“Eu sou o pão da vida” (6.35,48). Não que ele dê esse pão; ele é esse pão.
“Eu sou a porta das ovelhas” (10.7); “Eu sou a porta” (10.9).
“Eu sou o bom pastor” (10.11).
“Eu sou a ressurreição e a vida” (11.25).
“Eu sou a videira verdadeira” (15.)
Existem passagens também onde Jesus usa o “eu sou” sem o predicado.:
“crer que eu sou” (8.24).
“sabereis que eu sou” (8.28).
“Antes que Abraão existisse, eu sou” (8.58).
“Sou eu. Não temais!” (6.20).
Lógico que é possível buscar interpretar estas passagens de forma humana, mas pelo fato de João usar este tipo de linguagem ao se referir a Jesus, esta tentando nos mostrar algo de especial na pessoa de Jesus.

O TESTEMUNHO
João é o escritor que mais vezes usa este verbo. Logo no inicio de seu evangelho ele diz que João Batista veio “como testemunha” (1.7). A função de João Batista era dar testemunho de Jesus. O próprio Jesus disse que João Batista deu testemunho dele. Deus também deu testemunho de Jesus (5.32; 5.37 cf. 8.18).
Jesus declarou que seu testemunho vem das alturas (3.31-32).
A lei judaica dizia que um auto testemunho não era válido, e neste evangelho Jesus recebe testemunho de diversas pessoas.Tudo o que Jesus fazia e dizia tinha que ser aprovado pelo Pai, caso contrário não tinha validade. Podemos dizer que Deus, por assim dizer, declarou-se publicamente em risto.
Em seu julgamento diante de Pilatos, Jesus resumiu toda a sua missão em termos de testemunho: “Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade” (18.37).
Hoje a igreja através do Espírito Santo esta dando o seu testemunho. O testemunho humano também é muito importante, através da proclamação do evangelho as pessoas.
No final de seu evangelho narra: “Este é o discípulo que dá testemunho a respeito dessas coisas e que as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro” (21.24). Esse deve ser o papel de todos os seguidores de Jesus, ao receber o Espírito (15.27). Quando testemunhamos os feitos de Jesus algo de bom acontece (4.39; 12.17-18).

OS SINAIS
Apesar que os sinóticos usarem a palavra dynamis (ato de poder, obra poderosa) quando se referem aos milagres de Jesus, João nunca usa este termo. Ele usa duas palavras semeion (sinal) e ergon (obra).
Jesus desaprova aqueles que o seguem por causa dos sinais (4.48). Apesar de alguns virem a crer devido aos sinais (2.11). Nos sinais as pessoas viam a glória de Deus. Nicodemos disse que ningém podia fazer os sinais que Jesus fazia se Deus não estivesse com ele (3.2). João disse que escreveu sobre os sinais para que as pessoas pudessem crer.

O JESUS HOMEM
Apesar de alguns estudiosos argumentarem que Jesus era ima espécie de “o Deus que anda pela terra”, João nos deixa transparecer um quadro diferente, mostrando na verdade um Jesus muito humano (4.29; 5.12; 7.46; 9.16; 1.47). O próprio Jesus disse ser humano (8.40).
Vemos características da humanidade de Jesus quando o vemos cansado (4.6), sede (4.7). Todo o estilo de vida de Jesus é humano.

CAPÍTULO 13
O EVANGELHO DE JOÃO
DEUS COMO PAI
De maneira disparada João usa o vocábulo Pai, em relação aos outros evangelhos.

O PAI E O FILHO
É no envio do Filho e no que Deus fez por meio do Filho que vemos o que significa o fato de Deus ser Pai. Logo no inicio de seu evangelho vemos que João faz ligação entre o Logos e Deus (1.1, 18). Ele procede de modo especial do Pai (1.14), ele “está no seio do Pai” e revelou o Pai (1.18). A palavra “seio” indica intimidade e afeto, e aqui mostra que ele vem a nós do próprio coração de Deus.
Jesus possui um relacionamento especial com o Pai, somente ele viu a Deus (6.46). O Pai e o Filho em certo sentido, são um (10.30). Conhecer o Filho significa conhecer o Pai (8.19; 14.7; 16.3). Não é de admirar que Cristo diga: Ninguém vem ao Pai senão por mim (14.6). O elo entre o Pai e o Filho é o amor. O pai ama o Filho (3.35; 5.20; 10.17), e o Filho ama o Pai (14.31).

A MISSÃO DO FILHO
João deixa claro que o Pai enviou o Filho. Jesus não apareceu simplesmente. Jesus disse “Não vim de mim mesmo, mas ele me enviou” (8.42). Jesus também disse que a sua comida é fazer a vontade daquele que o enviou (4.34). Ele não esta sozinho “Aquele que me enviou está comigo” (8.29).
O Pai “santificou e enviou” Jesus “ao mundo” (10.36).

UM GRANDE DEUS
João apresenta a Deus como Todo Poderoso, sempre deixando claro que a iniciativa em nossa salvação é de Deus.
Deus “tem vida em si mesmo” (5.26), e isso não significa tão-somente que ele está vivo. O mundo continuaria existindo mesmo que nenhum de nós nunca tivesse nascido.
Deus sempre usa seu poder de modo justo.

OS FILHOS DO PAI
Seus filhos nascem não de ato humano, mas “de Deus” (1.12-13). Alguns devido a suas atitudes mostram que são filhos do Diabo (8.44). Demosntramos ser filhos de Deus, quando nossas obras são “feitas em Deus”. (3.21).


A ESCATOLOGIA
João enfatiza o presente, mas se nota que ele se preocupava com o futuro também (5.21-22; 5.45; 6.39,40,44,54; 5.28-29).

CAPÍTULO 14
O EVANGELHO DE JOÃO
DEUS COMO O ESPÍRITO SANTO
João começa com o testemunho de João Batista, que viu o Espírito Santo “descer do céu como pomba e pousar sobre Jesus” (1.32). O Espírito Santo não só deu início ao ministério de Jesus, com esteve com ele durante todo ele.

O ESPÍRITO DA VERDADE
João fala muito da verdade, e deixa claro que a verdade tem uma ligação estreita com Jesus e com o que ele está fazendo (14.6). O Espírito esta ligado a verdade de Deus, ele é “o Espírito que transmite a verdade”.
Aqueles que adoram o Pai devem faze-lo “em verdade” (4.23-24), e Jesus é “a verdade” (14.6); “o Espírito da verdade”, portanto, liga o Espírito ao Pai e ao Filho. O Espírito conduzirá os discípulos em toda a verdade (16.13). O Espírito apenas continuará o ensino que Jesus deu.

A PRESENÇA DIVINA
O Espírito estaria com os apóstolos para sempre (14.16). Essa presença é algo que pertence aos que são de Deus e somente a eles. Jesus disse claramente sobre o Espírito que o mundo não o recebe “nem pode”; ele não o vê nem o conhece (14.17).

CONVENCENDO O MUNDO
É o Espírito que “convence” o mundo do pecado, da justiça e do juízo (16.8). É preciso que o Espírito Santo aja em nosso coração para que nos vejamos como realmente somos – pecadores, pessoas que infringiram a lei de Deus e são culpadas diante dele, que têm de dizer: “Não fizemos o que deveríamos ter feito e fizemos o que não deveríamos ter feito”.

O PARÁCLETO
Parácleto literalmente significa “chamado para o lado de”, com um pedido de ajuda subentendido. João mostra o Parácleto ensinando os apóstolos (14.26), estando sempre com eles (14.16) e dando testemunho de Jesus (15.26). Ele é quem “convence” o mundo, ou seja, ele tem a função de promotor, não de defensor. O Espírito está preocupado com as questões do fim, além das coisas que importam aqui e agora.

O ESPÍRITO NA IGREJA
Quando a Igreja é guiada pelo Espírito, ela pode declarar com autoridade quais pecados são perdoados e quais não. A declaração não deve ser feita pelo sacerdote ao penitente individual, mas pela igreja ao mundo.
O Espírito capacita a igreja a declarar com autoridade o que Deus fez na questão do perdão ou de reter pecados.

CAPÍTULO 15
O EVANGELHO DE JOÃO
A VIDA CRISTÃ
João esta interessado no que esta envolvido em nossa decisão de viver a vida cristã, e também na maneira pela qual entramos na nova vida possibilitada pelo que Deus fez em Cristo.

A VIDA ETERNA
Geralmente no Antigo Testamento quando se fala de “vida” se refere desta vida presente em que se deve gozar a bênção de Deus. Mas existem indícios deste assunto como quando o salmista diz que as pessoas más recebem sua recompensa apenas nesta vida (Sl 17.14).
A idéia de que o povo de Deus estará com ele numa vida que nunca termina desenvolveu-se entre os judeus no período intertestamentário. A palavra que traduzimos por “eterna” significa literalmente “que pertence a uma era”.
Quem ouve a palavra de Jesus e crê naquele que o enviou “tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (5.24). Jesus veio “para que tenham vida e a tenham em abundancia” (10.10). João não deixa a seus leitores nenhuma dúvida quanto à centralidade da vida eterna.
É preciso via a Cristo para ter vida (5.40); é preciso crer nele (3.16, 36; 6.40); é preciso comer sua carne e beber seu sangue (6.53-54).

A FÉ
Para João a única maneira de apropriar da salvação é crendo. É interessante que João nunca usa o substantivo fé, e sim o verbo crer. De vemos entender a fé no conceito de João, comum compromisso integral que tornava o crente um só com Cristo, estando dentro dele.
Muitas vezes se diz que fé significa confiança em alguém, não a concordância intelectual com um conjunto de proposições. Contudo, há também o conteúdo intelectual da fé, e não entenderemos o que João está dizendo enquanto não virmos isso.
Fé, como João a entendia, é mais do que confiar em Jesus como um bom mestre e uma boa pessoa. Inclui aceitar certas verdades sobre ele.

O AMOR
O que é maravilhoso no amor de Deus é que ele é derramado sobre quem não tem méritos e não o merece (Jo 3.16). É com um amor realmente muito grande que o Pai nos ama, amor determinado por sua natureza de amor, não por algum mérito nosso.
Morrer por seus amigos, como Jesus fez, é mostrar um amor maior que qualquer outro. A cruz testemunha do amor de Jesus por nós.
O amor de Deus e Jesus por nós requer que correspondamos a este amor (14.15, 23, 28; 16.27). Se amarmos a Cristo procuraremos fazer aquilo que o agrada.

O PECADO
O pecado tem muita importância para João. A vida eterna, que tanto significa para ele, pode ser entendida em termos de perdão dos pecados.
Nem todos os pecados estão no mesmo nível.
A vinda de Jesus evidenciou o pecado no mundo. Carecemos da ação do Espírito Santo em nós para nos tornar cientes de que somos pecadores (16.8).

A LUZ
A luz e a vida que os judeus viam em Deus, João vê no Logos. A função da luz é brilhar nas trevas (1.5). A escuridão do mundo precisa de nossa luz que recebemos através de Cristo que é a luz do mundo (8.12; 9.5).
Muitos odeiam a luz e não se aproximam dela para que seus atos não fossem desmascarados (3.20).

A VERDADE
A verdade é uma qualidade do que se diz (verdadeiro em oposição a falso), ou do que se é (real em oposição ao aparente). Em João a verdade é ligada a Deus, cuja palavra “é a verdade” (17.17).
A verdade esta ligada intrinsecamente a Jesus (18.37; 1.14; 1.17). Pilatos perguntou: “O que é a verdade?” (18.38). Jesus podia dizer: “Eu sou [...] a verdade” 914.6).

OS SACRAMENTOS
É interessante notar que João não menciona nenhum dos dois sacramentos: ceia e batismo.

CAPÍTULO 16
AS EPÍSTOLAS DE JOÃO
DEUS COMO PAI
Destaca-se de forma especial a ligação entre Deus e Jesus Cristo e a ligação entre Deus e seu povo.
Os cristãos que receberam 1 João estavam evidentemente confusos a respeito de “espíritos”. Existiam pessoas que se declaravam “inspiradas” e, por isso, supunham que seu ensino tinha de ser aceito.
Negar o Filho significa que não temos o Pai, ao passo que confessar o Filho é ter o Pai (2.23).

JESUS CRISTO
A atitude em relação a Jesus Cristo é decisiva. Alguns achavam que Cristo não poderia ter encarnado, não concebiam a idéia de um Deus abitar em um corpo.
Negar que Jesus é o Cristo de Deus ou o Filho de Deus é rejeitar o Deus que nos amou com o amor que vemos no Calvário. O Pai e o Filho são inseparáveis (1Jo 2.23).
João ensina em que não só o batismo, más também a cruz de Cristo é importante. Foi à morte, não o batismo, que retirou o pecado. (1Jo 1.7).

VIDA CRISTÃ
Jamais descobriremos o que o amor significa se partirmos do lado humano. Temos de partir da cruz, onde vemos o amor de Deus, não pelos atraentes, devotos ou merecedores, mas pelos pecadores, aqueles que, sem o ato propiciatório do Filho, experimentariam apenas a ira de Deus.
Podemos ver a vida cristã como a negação do “mundo”. É trágico trocar o que é sólido pelo que é superficial, o que é eterno pelo que é temporal.

CAPÍTULO 17
APOCALIPSE DE JOÃO
O estilo de literatura (apocalíptica) do livro Apocalipse faz com que o entendimento de nós leitores do século 21 encontremos algumas dificuldades em compreender seu significado.
João escreveu para uma pequena igreja, perseguida, e que corria perigo de ficar desiludida. Este livro assim foi um grande estímulo para aquela igreja. É como que João quisesse lhes dizer “Vocês estão vendo só um pedaço do quadro. Se pudessem olhar além da cortina, veriam que Deus está executando o seu propósito e, na hora que lhe for apropriada, ele derrotará o mal completamente. A salvação conquistada no Calvário não deixará de atingir seu alvo final”.

O SENHOR GLORIOSO
A primeira visão de João é do Senhor em toda a sua glória (1.12-20). A medida que a narrativa avança, vê-se que o livro é o livro do destino humano, e a visão quer dizer que o Cordeiro está no controle de tudo. O escritor sempre coloca o Cordeiro no mesmo nível de Deus. João não quer que seus leitores tenham a menor dúvida quanto à grandeza de Jesus.
Cristo abriu para o seu povo um destino glorioso.

DEUS SOBRE TODAS AS COISAS
Deus não pode ser descrito; só podemos nos prostrar diante dele, em profundo temor. A pequena igreja não deve ter nenhuma dúvida de que Deus é poderoso e fará sua vontade, quaisquer que sejam os planos dos tiranos da terra.
Em todo a seu livro ele destaca a soberania de Deus, e quando chega ao seu ponto culminante, ele contempla a derrota definitiva de todas as forças do mal.

DEUS E SEU POVO
Fica evidente que João tem a idéia de que Deus cuida dos seus e lhes dá a revelação de que precisam para passar por suas dificuldades. Deus conhece em tudo o que seu povo está fazendo; ele conhece os seus fracassos e sucessos, e lhes dá a benção (2.7; 3.12).
Um reino pressupõe um rei; portanto, os salvos são colocados sob a soberania de Deus; eles não são salvos para uma vida de ócio, mas de serviço.

QUARTA PARTE
AS EPÍSTOLAS GERAIS
CAPÍTULO18
A EPÍSTOLA AOS HEBREUS
Esta epistola se restringe às áreas de interesse judaico e seu conceito de Cristo como grande sumo sacerdote é exclusivo.

UM GRANDE DEUS
Fora de dúvida ao depararmos com este livro vemos que seu autor não questiona a grandeza de Deus. A benção de Deus vem não pelos merecimentos do ser humano, mas por causa da sua decisão de abençoar. Ele faz suas promessas e as cumpre.

SACERDOTE COMO MELQUISEDEQUE
O autor diz três vezes que Cristo é um sacerdote ou sumo sacerdote como este homem (5.6, 10; 6.20). Temos somente informações de que ele era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo; ele trouxe pão e vinho a Abraão quando este retornou da vitória na batalha, o abençoou e recebeu dele uma décima parte dos despojos (Gn 15.18-20).
O fato de Deus ter chamado Cristo para ser um sacerdote como este e ter jurado que ele seria sacerdote “para sempre” significa que o sacerdócio de Cristo não pode ser substituído. Ele permanece para sempre. Melquisedeque, nos ajuda a ver que a obra de Cristo como sacerdote é maior do que a dos sacerdotes levitas.

UM GRANDE SUMO SACERDOTE
O sacerdote precisa ser um representante genuíno daqueles por quem ele é sacerdote. O fato de Jesus ser nosso sumo sacerdote mostra que ele era plenamente humano, sem isso ele não seria um representante genuíno, mas é fato que ele é realmente um conosco.
A maior ênfase em Hebreus é que Cristo apresentou um sacrifício de si mesmo, e que esse sacrifício é perfeita e permanentemente eficaz. O mais importante ELE SACRIFICOU A SI MESMO DE UMA VEZ POR TODAS (7.27).

A NOVA ALIANÇA
Na Nova Aliança o caminho que Jesus abriu de acesso a Deus não dependia da obediência a um código externo. A lei de Deus estava escrita no coração dos que são dele. Ela é interior. E, no fim, não são os seus méritos que lhes proporcionam a salvação, mas o perdão que Jesus obteve derramando o seu sangue.
A aliança antiga servira ao seu propósito e fora descartada em Cristo. A aliança nova, no entanto é eterno.

A SOLUÇÃO PARA O PECADO
O pecado contamina, mas Jesus removeu a contaminação completamente. A morte de Cristo removeu a ira de Deus. O autor diz que Cristo ofereceu, “para sempre, um único sacrifício pelos pecados” (10.12).
O pecado é “aniquilado” pelo sacrifício de Cristo (9.26). e Jesus trouxe redenção (9.15).

NOSSA RESPOSTA Á OBRA DE CRISTO
Em Hebreus, a fé olha para o futuro; é a confiança audaz que parte em direção ao invisível e desconhecido, na plena certeza de que Deus fará seu servo vencer.
Os sofrimentos pelos quais os cristãos passam não são horrores sem motivo, mas disciplina proposital de um Pai amoroso.

CAPÍTULO 19
A EPÍSTOLA DE TIAGO
FÉ E OBRAS
Tiago enfatiza uma vida cristã ativa. Devido a afirmação de Tiago “A fé sem obra é morta” (2.26), tem levado alguns estudiosos a compreender mal a teologia de Tiago.
Não devemos nos esquecer que Tiago não despreza a fé (2.1; 5; 1.6; 5.15). Ele pressupõe com isso que a fé é importante, e sua pergunta não é: É preciso ter fé? Mas: Quando a fé esta viva e quando está morta?.

CAPÍTULO 20
A PRIMEIRA EPÍSTOLA DE PEDRO
Quando Pedro escreveu esta carta seus destinatários corriam o perigo de sofrer simplesmente eram cristãos. Os cristãos podem sofrer simplesmente por fazer o bem, pois quando alguém sofre por fazer o bem é que recebe a aprovação de Deus (2.20).

O SUPREMO PASTOR
Pedro chama a Jesus de “pastor e supervisor das vossas almas” (2.25), e “supremo pastor” (5.4).
A morte de Cristo foi ao mesmo tempo resgate e sacrifício, e tudo o que foi prefigurado nos sacrifícios antigos foi realizado em Cristo.

A VIDA CRISTÃ
A salvação, certamente, é uma posse para o presente. Mas também será revelada no último tempo (1.5). Nós nascemos de novo, não de semnete corruptível, mas incorruptível (1.23). Não devemos seguir as paixões carnais (2.11).
Cristo toma as pessoas menos promissoras e as transforma em santos de Deus.

CAPÍTULO 21
A SEGUNDA EPÍSTOLA DE PEDRO
A fé, os crentes devem acrescentar virtude, conhecimento, domínio próprio, perseverança, piedade, fraternidade e amor (1.5-7). Devem viver em santidade e devoção enquanto esperam a volta de Cristo (3.11-12).

OS FALSOS MESTRES
Pedro nos diz que os falsos mestres “renegam o Soberano Senhor que os resgatou” (2.1). Estes “mestres” haviam se desviado da fé.

CAPÍTULO 22
A EPÍSTOLA DE JUDAS
Judas em seu escrito era dirigido a enfrentar hereges que se esforçavam na tentativa a enganar os fiéis. Para Judas, os falsos mestres não tinham entendimento, compactuavam com o erro a fim de obter lucros e não tinham conteúdo; por essas razões receberiam um castigo severo (10-13).
No fim, Judas espera que Deus, em Cristo, nos impeça de cair e, assim, nos apresente sem maculos diante dele (24-25).


CONCLUSÃO
Os ensinos transcorridos durante este trabalho de resumo do livro, pode-se dizer que constituem o patrimônio comum da igreja, ou seja fazem parte do cristianismo autêntico, e esses ensinos precisam ser defendidos com muita firmeza, tanto agora quanto em qualquer outra época.
Particularmente me agradei das posições teológicas adotadas por Leon Morris, esboçando um ponto de vista conservador, e em suas notas de rodapé nos mostrando algumas vezes como alguns “teólogos” liberais tem tratado os assuntos decorridos buscando dar interpretações que quase sempre busca desraigar dos textos bíblicos o sobrenatural.